Cinema e Séries
Descrição de chapéu Cinema

Seu Jorge e Mel Lisboa estrelam podcast de ficção científica 'Paciente 63'

Produção estreia hoje com trama sobre viagem no tempo e pandemia

Mulher branca e de cabelo castanho abraçada em homem negro com cabelo crespo

Gravação do Podcast 'Paciente 63' Bruno Poletti/Spotify

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

São Paulo

Um futuro distópico, mas não tão distante da realidade, é apresentado nas vozes do cantor Seu Jorge, 51, e da atriz Mel Lisboa, 39, no novo podcast de ficção científica original Spotify, “Paciente 63”. A história começa em 2022, quando um viajante do tempo chega do futuro para alertar sobre o fim do mundo.

O paciente 63, Pedro Roiter, tem uma voz já conhecida por muitos brasileiros, de músicas como “Burguesinha” (2007) e “Amiga Da Minha Mulher” (2011). Seu Jorge conta que é sua primeira experiência trabalhando apenas com a voz e que aprendeu muito durante o processo.

“Nesse negócio eu tinha a Mel, o texto e o microfone”, brinca. “Sei da memória do público brasileiro em relação às radionovelas, que eram feitas de forma diferente, ao vivo”, pontua o cantor, ressaltando que hoje é possível adicionar elementos na pós-produção e refazer o que não estava bom. “Eu mesmo refiz um monte de coisa, impliquei muito com a minha voz.”

Para Mel Lisboa, além de saber usar a voz, ao fazer um podcast é importante dar margem para que os ouvintes imaginem roupas, cenários e até mesmo o rosto dos personagens. “Esse conteúdo de áudio, na ficção, se assemelha à literatura, porque incentiva a capacidade imaginativa do ouvinte.”

A atriz afirma que ouvir é parte fundamental da história e que sua personagem em "Paciente 63", a doutora Elisa, é a porta de entrada para a história, já que ela é "a ouvinte” de Pedro Roiter. Ao longo dos episódios é construído um embate entre a “muralha de certezas” da profissional e a loucura que o paciente relata como futuro.

A trama apresenta os próximos anos como uma sequência de pandemias. O paciente 63 não se considera integrante da Geração Z ou Millennial, mas sim parte de uma “geração entre pandemias”. Ao longo dos episódios, a troca entre o paciente e a terapeuta fica cada vez mais intensa e desperta uma dúvida do que pode ou não ser real.

Na avaliação de Mel Lisboa, abordar pandemias pode causar identificação e até mesmo insegurança sobre o futuro da humanidade. Seu Jorge ressalta que, na história, Pedro Roiter busca uma única pessoa que desencadeou o fim do mundo.

Para ela, boas obras de ficção científica precisam de verossimilhança. “Não é verdade, mas poderia ser, e é isso que nos causa angústia”, afirma. Seu Jorge complementa dizendo que o podcast “traz questões que ainda não vivemos, mas estamos muito próximos de viver, e isso nos aflige muito”.

A atriz afirma que os episódios “dialogam diretamente com a nossa realidade”, bem como "com nossas certezas e inseguranças”. Para o cantor, o que mais desperta angústia na humanidade é não saber do futuro, em especial após a pandemia de Covid-19. “Estamos vivendo uma distopia”, completa Lisboa.

Quanto ao futuro, Seu Jorge diz ver a ciência como peça fundamental. "Isso é reflexo de hoje, da luta que a ciência está tendo para ter credibilidade, para não ser negada”, explica.

A audio série “Paciente 63” estreia nesta quinta-feira (22). O projeto original Spotify tem roteiro e criação de Julio Rojas e vozes adicionais de Veridiana Toledo, Heitor Goldflus, Nelson Baskerville, Marcelo Galdino, Clara Carvalho, Rafael Maia e Lavinia Lorenzon.

Final do conteúdo
  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem