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Cinema e Séries

Cinema drive-in não deixa o romance morrer nos Estados Unidos

Espectadores estão dispostos a embarcar em uma viagem no tempo

Família acompanha filme em drive-in em Stephens City, na Virgínia
Família acompanha filme em drive-in em Stephens City, na Virgínia - Nicholas Kamm-10.ago.2018/AFP
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Gilles Clarenne
Stephens City
AFP

No passado, o local por excelência para o amor adolescente, o cinema drive-in seguiu o caminho do toca-discos e se tornou um vestígio da nostalgia retrô.

Apesar da popularidade do hábito de ficar em casa para assistir algo no Netflix ou em plataformas similares, alguns cinéfilos acreditam que o romance está longe de desaparecer: em um cenário rural da Virgínia.

Os espectadores dispostos a embarcar em uma viagem no tempo tem a oportunidade de aproveitar sua pipoca em uma sessão dupla sob as estrelas. O público pode assistir os filmes na privacidade do automóvel ou do lado de fora dos veículos, como em uma pequena celebração, na qual os adultos conversam e as crianças brincam.

O cinema drive-in de Stephens City (a 135 km ao oeste de Washington) é um dos 300 da mesma categoria que ainda estão abertos nos Estados Unidos, longe dos 4.000 estabelecimentos que existiam na década de 1960, quando o conceito atingiu o auge e se tornou parte intrínseca do imaginário americano.

No cinema a céu aberto, dois filmes custam oito dólares (R$ 32,60), as crianças pagam meia-entrada e os cachorros de estimação são bem-vindos. Inaugurado em 1956, o drive-in de Stephens City hoje é o único da região. 

"Isso é muito vantajoso do ponto de vista financeiro para nossa família", afirma Debbie Williams, que compareceu a uma sessão dupla com um grupo de crianças. "Além disso, é diferente", completa. "É estar do lado de fora, ao ar livre, olhando para as estrelas, ao invés de estar em um local fechado lotado."

O dono do local, Jim Kopp, conta que incluiu tecnologia contemporânea, como som estéreo FM e projeção digital, para manter o drive-in da Virgínia de acordo com os tempos modernos. Tradicionalmente uma marca das zonas rurais, os cinemas drive-in começaram a estabelecer presença em um nicho nas áreas urbanas. 

Uma vez por mês, o Union Market de Washington oferece um espaço para os nostálgicos, com as exibições de filmes que os espectadores podem assistir em seus carros ou deitados na grama, em cobertas para piquenique. As sessões ainda incluem garçonetes em patins, que servem o público.

Para a adolescente Josephine Crittenden, o drive-in era uma relíquia que ela conhecia de filmes como "Grease", que tem uma cena entre os protagonistas em um cinema do tipo. Assistir "Pantera Negra" sentada na caminhonete Bronco modelo 1968 de sua família é "algo especial" para a jovem. "Faz com que eu me sinta como se fossem os velhos tempos", afirma.

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