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Celebridades

Rafael Cortez comemora volta à TV aberta com Matéria Prima: 'Que seja modelo'

Artista também lançará álbum 'Que Sorte a Minha' em novembro

Rafael Cortez Instagram/rafaelcortez

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São Paulo

Mais calmo, maduro e menos vaidoso, o humorista, cantor e apresentador Rafael Cortez, 45, considera estar na melhor fase de sua carreira, apesar de estar em um ritmo intenso de trabalho com o lançamento do álbum "Que Sorte a Minha" na próxima sexta-feira (5), e a produção do programa Matéria Prima, que vai ao ar na TV Cultura, dia 20 de novembro.

"Vou apresentar esse programa no melhor momento da minha carreira", afirma. O Matéria Prima, apesar de carregar o nome do programa antes apresentado por Serginho Groisman, traz uma ideia nova e própria de Cortez, que surgiu no ano de 2012. "É a minha volta para a TV aberta", comemora, "a TV mais inteligente do Brasil não só abraçou essa ideia como nos emprestou o nome Matéria Prima, um carimbo de qualidade".

O talk show receberá os artistas dos mais diversos segmentos, e contará com plateia presencialmente, com o passaporte de vacinação, reduzida, utilizando máscara e respeitando o distanciamento social. Cortez afirma que o programa pode ser considerado retrô para 2021, já que "não nos curvamos ao TikTok, não temos dancinha. Temos papo e gente tocando de verdade nos palcos", afirma.

Além disso, a equipe de produção do Matéria Prima é composta em sua maioria por estudantes de comunicação, e será gravado no campus Anália Franco da Universidade Cruzeiro do Sul. A ideia surgiu após o apresentador constatar que existe "um compasso de espera" para os alunos de faculdades de comunicação começarem a produzir, devido as suas próprias experiências.

"Nunca consegui entender porque tantos talentos, ainda na faculdade, não podiam ser mostrados para fora", comenta, em entrevista ao F5. Cortez ainda revela que um de seus desejos com o programa é que outros projetos façam o mesmo formato e convidem estudantes para ajudar na produção. "Espero que em breve seja um modelo."

Ele reforça que agora, irá descansar e focar em manter uma boa rotina para desempenhar o papel de apresentador. "É um projeto que eu criei e acompanho todas as instâncias do trabalho", diz, "ao mesmo tempo, sou o apresentador, e quando chega a hora nessa força tarefa é estar descansado, e eu não estou".

Cortez afirma que, durante o período da pandemia, trabalhou intensamente para produzir o melhor conteúdo. Sobre seu novo disco, com 11 músicas inéditas que transitam pela MPB, ele afirma que "basicamente é um disco de pandemia", apesar de ter canções que foram criadas antes de 2020.

"O disco reflete esses tempos tenebrosos de isolamento social e foi a minha resposta à doença". Para o artista, o lançamento do disco reflete em uma batalha longa até aqui, que ele prefere não criar grandes expectativas. "Acima de tudo espero que as pessoas ouçam o álbum", diz.

"Não tenho expectativa de sucesso, de tocar na rádio. Claro que eu adoraria, mas, no Brasil de 2021, com a crise que temos, os artistas ocupando um lugar marginal na história, estamos escravos dessa cultura de mesmos temas de sempre."

O músico ainda ressalta que em tempos difíceis sempre busca tirar proveito e produzir algo bom, para não sofrer ainda mais. "Os artistas têm alguns ônus e bônus de ser artista", diz, "lados negativos de ser artista no Brasil? Estabilidade, que não temos. Reconhecimento, não temos. Governo que valoriza sua cultura, não temos".

"[Mas] os artistas têm duas grandes vantagens: eles transformam o sofrimento em beleza e deixam uma obra", completa o pensamento. Para ele, poder olhar para os últimos dois anos e ver seus vários projetos, é uma resposta de superação para tudo o que precisou enfrentar.

"Olho para a pandemia e falo: ‘você não só não me venceu, como eu me aproveitei de você e fiz um conteúdo que eu me orgulho’". Apesar disso, ele pontua que ser um artista multifacetado em um país como o Brasil não é tarefa fácil, já que muitos dos artistas são presos em apenas um estilo artístico ou alcunhas.

"Rafael Cortez o ex-CQC... Isso vai me perseguir até o final da minha vida", reflete. Ele diz que almeja que a população entenda e reconheça a pluralidade tanto dele quanto de outros grandes nomes da arte. "A minha luta é para romper o estereótipo e ser aceito como um cara multifacetado, mas isso não parece fácil no Brasil."

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