Celebridades

Val Marchiori é condenada a pagar R$ 30 mil a Ludmilla após comparar peruca a bombril

Caso aconteceu no Carnaval de 2016; socialite vai recorrer

Ludmilla comenta processo contra Val Marchiori: 'Por ser rica, nada aconteceu'
Ludmilla processa Val Marchiori por ofensas racistas - Divulgação/Folhapress
São Paulo

A 3ª Vara Cível da Ilha do Governador, na zona norte do Rio, condenou a socialite Val Marchiori, 45, a pagar uma indenização para a cantora Ludmilla, 25, de R$ 30 mil por causa de ofensas encaradas como racistas no Carnaval de 2016.

Na ocasião, em comentário pela RedeTV!, Marchiori comparou a peruca que Ludmila usava com um bombril. O caso se arrasta desde então.

De acordo com sentença do dia 29 de junho, a condenação da ré é por danos morais, com correção monetária a partir da data da publicação da sentença e juros legais desde a prática do evento danoso.

Em 2018, a Justiça condenou Val a pagar uma indenizar de R$ 10 mil à cantora, mas ela recorreu. “Eu não concordo. Primeiro, eu posso dar minha opinião. Eu não xinguei a pessoa, eu não falei da índole dela, não falei da cor dela”, disse na época, ressaltando que era “zero racista”.

Ainda em 2019, a própria Ludmilla dizia não acreditar que o caso ganharia um final como o de agora. Segundo a cantora, “por ela [Val] ser rica e cheia de privilégios, até hoje nada aconteceu. E ela debocha da situação em todo canto que vai até hoje”, dizia.

De acordo com a advogada de Val Marchiori, Katia Antunes, a socialite vai recorrer da decisão. “Essa nova decisão nos pegou de surpresa. Essa sentença já tinha sido anulada em segunda instância. A intenção nunca foi fazer um comentário racista. A Val comentava sobre uma peruca que a cantora estava usado e não sobre o cabelo dela”, diz.

Segundo a advogada, a ideia agora é colocar mais esclarecimentos nos autos. Ela crê que a sentença será encerrada. “A Val já até procurou a Ludmilla para esclarecer que não quis ofender. É isso que vamos deixar ainda mais claro no processo. A Val não é racista de forma nenhuma.”

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