Celebridades

William Bonner diz que nome e CPF do filho foram usados em fraude no auxílio emergencial

Segundo ele, alguém se passou pelo jovem e teve a ajuda de R$ 600 aprovada pelo governo

William Bonner no Jornal Nacional - Reprodução/Globo
São Paulo

William Bonner, 56, afirmou nesta quinta-feira (21) que o nome e o CPF do seu filho foram usados indevidamente em uma fraude envolvendo o auxílio emergencial de R$ 600 pago pelo governo durante a pandemia do novo coronavírus.

Em uma série de tuítes, o apresentador do Jornal Nacional disse que foi informado pelo jornal Meia Hora sobre o suposto registro de Vinícius Bonner, 22, no programa do governo. "Meu filho não pediu auxílio nenhum, não autorizou ninguém a fazer isso por ele. Mais uma fraude, obviamente", afirmou.

William Bonner se mostrou ainda mais indignado pelo fato de, ao consultar o site do Dataprev, constatar que o pedido do auxílio foi aprovado. "Pelos critérios do programa de auxílio emergencial, alguém nas condições sócio-econômicas do meu filho não tem direito aos 600 reais da ajuda (...)".

Segundo ele, o fraudador provavelmente indicou que não tinha conta bancária e abriu uma conta na Caixa, a que Vinícius não tem acesso. Por isso, Bonner afirmou que nem sequer sabe se o dinheiro foi depositado e se foi sacado.

"Meu filho não fraudou, é vítima e pode provar. Não se zelou pela aplicação do dinheiro público? Quem protege os cofres públicos da ação de estelionatários ou de pessoas mal intencionadas?", questionou.

O jornalista disse ainda que há três anos estelionatários têm usado o nome e o CPF do filho para fraudes, como a abertura de empresas ou a contratação de serviços de TV por assinatura, entre outras. De acordo com Bonner, todas as falcatruas foram denunciadas à polícia.

"A repetição de fraudes chegou ao ponto de tornar recomendável uma troca do CPF. Mas, no Brasil, a vítima de golpes dessa natureza precisa passar por uma longa provação, em que tempo e dinheiro se esvaem no desenrolar do processo burocrático."

Sobre a nova fraude, ele afirmou que uma queixa-crime será apresentada. "Da parte dos gestores do auxílio emergencial, esperamos apuração rápida da fraude, para que se resguardem o patrimônio público e a confiança dos cidadãos nos mecanismos de controle desse programa."

Vinícius é irmão gêmeo de Laura e Beatriz. Os três são filhos de William Bonner e Fátima Bernardes.

Ilegalidades são informadas à Polícia Federal, afirma governo

O Ministério da Cidadania, responsável pelo auxílio emergencial, afirma que o processo de solicitação do benefício segue as regras definidas na lei 13.982/20 e que “todos os requerentes têm o dever legal de prestar as informações corretamente, sem omissões ou utilização de dados de terceiros em cadastros públicos, sob pena de incursão no crime de falsidade ideológica, conforme previsto no Código Penal brasileiro”.

A penalidade, neste caso, é de prisão de um a até cinco anos e multa, se o documento for público. O ministério afirma que qualquer indício de ilegalidade é imediatamente informado à Polícia Federal. “Não foi diferente nesse caso. O CPF em questão já está na lista de inelegíveis”, diz.

A Dataprev, que analisa os pedidos de auxílio, afirma que tem cumprido todas as regras da lei e que o trabalho de processamento de dados está sendo feito com o que está disponível nas bases e cadastros oficiais, que não conseguem refletir instantaneamente a situação atual das pessoas e, ainda, são geridas por diversos órgãos diferentes.

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