Celebridades

Delegado diz que caso de vídeo íntimo atribuído a Paolla Oliveira é crime contra honra

Atriz prestou depoimento após ser confundida com atriz pornô em imagens

Paolla Oliveira presta depoimento na Delegacia de Crimes de Informática, no Rio

Paolla Oliveira chega à Delegacia de Crimes de Informática, no Rio de Janeiro, acompanha de seu advogado, Ricardo Brajterman Anderson Borde-15.jun.2019/AgNews

Cris Veronez
Rio de Janeiro

O delegado Pablo Sartori, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática do Rio Janeiro, afirmou nesta segunda-feira (15) que investigará crime contra a honra da atriz Paolla Oliveira.  ​

Oliveira esteve na delegacia na tarde desta segunda-feira para prestar queixa sobre a veiculação de um vídeo pornô no qual a atriz foi apontada como participante.

O vídeo de dez segundos mostra uma atriz pornô americana bastante semelhante a Oliveira e tem viralizado por redes sociais e por aplicativos de bate-papo. A equipe de defesa de Paolla Oliveira identificou a mulher como Verônica Radke. O trecho do vídeo, segundo o advogado da atriz brasileira, foi retirado de um filme pornô já existente e mais antigo, de mais de seis minutos. ​

“Este é um crime contra a honra e infelizmente a pena é baixa no Brasil”, disse Sartori ao F5. A pena máxima prevista é de um ano de prisão.

O delegado afirma também que não se pode confundir o caso de Paolla Oliveira com os crimes enquadrados na Lei Carolina Dieckmann, que prevê a invasão de dispositivos de informática e que, segundo ele, está completamente em desuso. “Hoje em dia ninguém mais invade dispositivo. Invade-se a rede”, diz.

“Este é um crime contra a honra, pois não tem previsão na nossa lei de um crime específico para isso. Há um crime que se criou recentemente, sobre a divulgação de fotos de nudez e cenas de sexo, mas o caso da Paolla só seria enquadrado aqui caso o vídeo fosse de fato dela”, explica.

Mesmo aqueles que divulgaram o vídeo dizendo que apenas achavam que as cenas eram de Paolla Oliveira poderão ser condenados, segundo o delegado. “Essa pessoa também está ofendendo a atriz e não tomou os cuidados necessários para checar se as imagens eram dela ou não.”

Paolla Oliveira estava acompanhada de seu advogado, Ricardo Brajterman, quando foi à delegacia para prestar a queixa. A atriz quer identificar o narrador do vídeo que diz que a mulher nas imagens é ela e também as pessoas responsáveis por fazer o upload das imagens.

A atriz, que não quis falar com os jornalistas presentes na delegacia, foi recentemente às redes sociais desabafar sobre o caso. “Em dois minutos de pesquisa, qualquer pessoa que teve acesso a isso descobriria. NÃO SOU EU, É OUTRA MULHER”, escreveu ela, chateada por alguns veículos de imprensa falarem do vídeo e usarem a palavra “supostamente” para explicar o caso.

Não é a primeira vez que Paolla Oliveira se vê diante de uma polêmica como essa. Em 2018,  Oliveira teve fotos nua vazadas enquanto gravava a série Assédio. Na época, ela se revoltou. “Sou atriz e estou trabalhando em uma série que se chama Assédio, uma produção da Globo com a O2Filmes. Em um ambiente controlado, fechado e profissional, um criminoso (não há outra palavra que o defina - pois o que foi feito é crime) resolveu fazer fotos clandestinas de um momento mais sensual.”

Oliveira está no ar agora como a influenciadora digital Vivi Guedes, em “A Dona do Pedaço” (Globo).

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