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José de Abreu se proclama presidente do Brasil e diz que se inspira em Guaidó na Venezuela

Ator afirma que Lula irá assumir 'Ministério dos Justos'

José de Abreu em montagem feita por internautas com faixa presidencial
José de Abreu em montagem feita por internautas com faixa presidencial - Reprodução/Twitter
Karina Matias
São Paulo

Apoiador histórico do PT,  o ator José de Abreu, 72, se proclamou na noite de segunda-feira (25) presidente do Brasil. Em uma série de publicações no Twitter, ele diz que segue o exemplo do líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, que se declarou presidente interino da Venezuela, no dia 23 de janeiro. 

"A partir de hoje [25] eu sou o autodeclarado Presidente do Brasil. Igual fizeram na Venezuela. Lula está nomeado chefe da casa civil, militar e religiosa do Brasil", escreveu o ator.

Desde então, Abreu publica mensagens sobre as suas decisões como presidente. Uma delas é soltar o ex-presidente Lula para que ele possa "assumir o Ministério dos Justos". 

Ele também fez críticas aos ministros do atual governo de Jair Bolsonaro, especialmente Sérgio Moro, ex-juiz e responsável pela condenação de Lula. "Outra coisa: Moro será declarado traidor da pátria e terá a mesma sentença que deu a Lula multiplicada por dez. Passará o resto da vida na cadeia fazendo PowerPoint com Dalagnol", escreveu em referência ao procurador Deltan Dallagnol, que atua na força-tarefa da Operação Lava Jato.

Após o anúncio, internautas fizeram montagens de fotos de Abreu com uma faixa de presidente do Brasil. O ator também nomeou vários ministros para o seu governo, como Jean Wyllys para a pasta da Saúde. "Só ele poderá curar o preconceito que hoje impera no país", escreveu Abreu. Com medo de ameaças, Wylls decidiu no início deste ano abrir mão do seu mandato como deputado federal. 

Abreu escreveu também que Eduardo ​Suplicy será o "Ministro do Bem". "Cuidará de tudo que diz respeito aos menos favorecidos. E seu programa de renda mínima será implantado imediatamente."

Já o candidato à presidência em 2018 pelo PT, Fernando Haddad, ocupará o Ministério da Educação. E o teólogo, filósofo e escritor Leonardo Boff irá comandar o Ministério das Relações Espirituais.

Veterano ator da Globo, o último papel de Abreu na televisão foi como Dodô, na novela "Segundo Sol", de 2018. O ator é conhecido por sua militância política.

Após a eleição de 2018, ele disparou uma série de críticas à atriz Regina Duarte, 71, por ela fazer campanha para o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), a quem ele chamou de fascista.

Durante a campanha, Regina Duarte visitou o capitão reformado e pediu votos para ele em suas redes sociais, ao mesmo tempo em que criticou o PT de Fernando Haddad. Ela rebateu os ataques minutos depois.

"Respeitei a posição de Regina Duarte enquanto ela apoiava a direita democrática com Serra, Alckmin, FHC, Doria. Quando apoiou o impeachment. Mas não respeito artista que apoia fascista. O fascismo odeia nossa profissão e nossa classe. Elimina quem discorda e quem é 'diferente'", escreveu Abreu, em seu perfil no Twitter.

Em outra mensagem, mais dura, ele acusou a colega de profissão de espalhar notícias falsas. "Bolsa-presidiário existe desde 1991. Sei que você é meio esquecida, não consegue decorar texto há muitos anos (inaugurou o uso de ponto eletrônico para atores na Globo), mas 'dar um Google' evitaria de você passar fake news do fascista que você apoia."

Em resposta, Regina postou duas imagens em seu perfil no Instagram com comparações, segundo ela, do regime fascista de Benito Mussolini com propostas dos programas de governo de Haddad e de Bolsonaro.

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