Celebridades

Após ser defendida por filho de Bolsonaro, Anitta afirma que não vota em candidato homofóbico

Cantora se negou a participar de hashtag contra candidato do PSL

Anitta durante o desfile da 22ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em junho de 2018
Anitta durante o desfile da 22ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em junho de 2018 - Fábio Vieira/FotoRua/Folhapress
 
São Paulo

Após se envolver em um bate-boca virtual com seus fãs e se dizer vítima de bullying e de pressão para revelar seu voto, Anitta decidiu se pronunciar nesta quinta-feira (20).

Em vídeo postado em suas redes sociais, a cantora afirma que não votará em "candidato machista, racista e homofóbico", mas pede novamente para ser deixada em paz no quesito eleições.

"Estão usando meu nome para travar campanhas e discursos políticos do qual eu não faço parte. Eu já disse que não voto em candidato machista, não voto em candidato homofóbico, racista e por aí vai. Mas a gente vive numa democracia e eu respeito a escolha de voto de todo mundo. Não vou participar de jogo político e não gostaria de ter minha imagem atrelada a isso", disse a cantora.


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O embate começou na última quarta-feira (19), quando Anitta seguiu no Instagram o perfil de uma apoiadora do candidato Jair Bolsonaro (PSL). Indignados, seguidores da cantora cobraram explicações, ao que ela respondeu que se trata de uma amiga antiga. "Eu conheço ela há mais de sete anos e não gostaria de parar de falar com ela por conta da posição política dela", se defendeu.

Após o episódio, Anitta passou a ser pressionada pelos fãs para se declarar contra o candidato do PSL, participando da hashtag #EleNão. Ela se negou a endossar a campanha e se defendeu pelo Twitter: "Não quero ser obrigada a odiar ninguém. Não quero ser obrigada a fazer campanha política quando não foi esse o trabalho que escolhi."

A confusão envolveu até Flávio Bolsonaro, filho de Jair e candidato a senador pelo PSL-RJ. Flávio saiu em defesa do pai e dos artistas que se posicionam a favor dele e chegou a elogiar Anitta por ter "subido na vida pelos próprios méritos".

"Há uma perseguição covarde sobre artistas que se posicionam a favor de Bolsonaro. Eu nunca vi a Anitta na minha vida, nunca troquei mensagem com ela, não sei quem ela é, só sei que é uma menina que subiu na vida pelos próprios méritos, uma pessoa honesta, correta e trabalhadora, e há uma pressão para que se posicione contra o Bolsonaro. Parem de ficar patrulhando a vida dos outros! Vão pedir voto conforme as qualidades dos candidatos de vocês. Deixa a menina em paz", pede o candidato. Anitta não respondeu ao elogio.

GRAMMY LATINO

Após os esclarecimentos, a cantora voltou a comemorar sua indicação ao Grammy Latino nas categorias melhor música urbana e melhor interpretação urbana pela canção "Downtown", parceria com J. Balvin.

"Eu não consigo acreditar. Nem tô conseguindo pensar numa legenda tamanha é a minha emoção. Pela primeira vez na minha carreira fui indicada ao Grammy. Eu cheguei onde sempre sonhei, meu Deus", celebrou ela, que na verdade já foi indicada ao Grammy Latino em 2014 e 2016.

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