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Evandro Fióti, da LAB, diz ter sofrido discriminação por seguranças da SPFW

Evandro Fióti no desfile da LAB na 44ª São Paulo Fashion Week
Evandro Fióti no desfile da grife LAB na 44ª São Paulo Fashion Week na Fundação Bienal de São Paulo - Marcus Leoni/Folhapress


Nesta quinta (31), o rapper Evandro Fióti, sócio da marca LAB junto com seu irmão Emicida, disse ter sofrido racismo por parte da segurança da São Paulo Fashion Week. 

Ele afirmou, em publicação feita na rede social Facebook, ter sido barrado na entrada do evento mesmo usando a pulseira de identificação —o caso teria acontecido na terça (29).

"Ser preto é ser barrado pelo segurança do evento até mesmo quando é da sua marca e com pulseira", disse. 

A marca dos irmãos desfilou pela terceira vez na São Paulo Fashion Week nesta segunda-feira. Com foco na rua e na moda da periferia, a marca LAB tem o casting mais diverso do evento, colocando majoritariamente negros na passarela.

Em nota de esclarecimento, a marca lamenta o ocorrido. "Ressalta a realidade do racismo ainda existente na sociedade brasileira e reforça ainda mais a necessidade da participação de marcas como a LAB em eventos de grande repercussão e da inclusão de pessoas que realmente representam a população brasileira em lugares de destaque", comenta.

O "F5" não conseguiu contato com Evandro Fióti.

OUTRO LADO

A assessoria da SPFW, em nota enviada a jornalistas, disse que Paulo Borges, fundador do evento, entrou em contato com Fióti. "Em seguida, [Borges] tomou medidas junto à empresa de segurança contratada pelo evento para repreensão de conduta dos envolvidos e, atendendo pedido de Fióti, preservou o funcionário responsável."

O comunicado também diz que a SPFW está "integralmente ao lado de Fióti e acredita que a divulgação deste fato contribui na luta contra atitudes que infelizmente ainda fazem parte do dia a dia de nossa sociedade e que nos repugnam."

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