Publicidade

Dani Calabresa estreia bem no "CQC", mas aquém de seu potencial

19/03/2013 - 10h43

Publicidade

Talvez não pudesse ser de outro jeito.

Diretor da Globo diz que "namorava" Marcelo Adnet há três anos
Faustão perde força e empata com o "Domingo Espetacular"
João Kléber aparecerá de segunda a domingo na tela da Rede TV!

Por melhor que fosse a primeira participação de Dani Calabresa na nova temporada do "CQC", que estreou nesta segunda-feira (18) na Band, uma certa decepção era mesmo inevitável.

E olha que a moça mandou bem. Surgiu no vídeo barbeando-se em seu camarim, desmontando na hora qualquer suspeita de que tenha sido acrescentada ao programa só para elevar o nível de "gostosice", à la Sabrina Sato (para isto trouxeram a própria, que deu uma breve palhinha).

Depois Dani visitou seus colegas na bancada, sumiu por um longo período e reapareceu comentando algumas notícias da semana. Imitou Narcisa Tamborindeguy, Yoani Sánchez e até Iemanjá. Tudo muito legalzinho, mas não deu para não sentir saudades do que ela fazia na MTV.

Acabou nem sendo o melhor momento do programa. Este troféu pode ir para Felipe Andreoli, que se passou por argentino em plena Praça de São Pedro logo após o anúncio do novo papa, e deu até entrevistas para TVs internacionais.

Aliás, não deixa de ser irônico o repórter tirar tanto sarro dos nossos "hermanos" num programa criado por argentinos, dirigido por um argentino e exibido numa emissora onde boa parte da cúpula também é argentina.

Outro ponto alto foi Maurício Meirelles, que emudeceu o homofóbico Marco Feliciano ao perguntar o que o deputado acha de "homem que faz estelionato com outro homem".

Nisso tudo, dois veteranos tiveram participações apagadas. Marco Luque interveio poucas vezes e mal se fez perceber. E está mais que na hora de rever a presença de Oscar Filho na bancada: o cara simplesmente não é engraçado o suficiente.

Será que Dani Calabresa merece essa vaga? Existe o precedente: no "Caiga Quien Caiga" original, há quase 20 anos no ar, o apresentador Mario Pergolini foi substituído pela comediante Ernestina Pais, que permaneceu no comando da atração por alguns anos.

De qualquer forma, é natural que a senhora Adnet demore um pouco para encontrar uma função no "CQC" que explore todo seu imenso potencial. Ela é um acréscimo mais do que bem-vindo ao elenco do programa, que já dava sinais de desgaste ao entrar em sua sexta temporada brasileira.

Só espero que parem de explorar a rivalidade imaginária entre Dani e Monica Iozzi. As duas são as únicas mulheres num universo essencialmente masculino, onde todo mundo usa terno e gravata. Portanto, têm mais é que se engalfinhar? Por favor: tanto o "CQC" quanto seus espectadores são mais inteligentes do que isto.

  • Últimas notícias 
  •  

Publicidade

Publicidade

gostou? leia também

  •  

Publicidade

Siga agora o F5 no Twitter

Livraria da Folha