Renato Kramer

No 'Programa do Jô', Gal explica foto do novo CD: 'Queria um cabelão à moda antiga'

"Queria uma foto com o cabelão à moda antiga, e eu tinha cortado o cabelo. Então usei um aplique", foi logo explicando sobre a foto de capa do seu mais recente álbum, "Estratosférica", a cantora Gal Costa no "Programa do Jô" (Globo) de sexta-feira (8). 

"Você tem um cabelo maravilhoso!", elogia Jô. "Antigamente você entrava no antigo [restaurante] Gigetto e eu ficava fascinado".

Sobre a série de shows que a cantora está apresentando, o repertório é todo o "Estratosférica" —também título do show, mais alguns sucessos do passado. 

Desnecessário lembrar a carreira brilhante da musa da Tropicália cuja voz belíssima consta na trilha sonora da atual novela das nove "Velho Chico" (Globo), na canção "Como 2 e 2", de Caetano Veloso.  

"Mas eu já estou me coçando para fazer outra coisa!", confessa Gal. "É impressionante esse comichão que dá na gente depois de fazer uma coisa", observa o apresentador. "Graças a Deus, não é, Jô?! A nossa geração tem isso, esse comichão. Por isso não acreditam a idade que a gente tem realmente", diz a cantora.  

 "A idade não existe mais", retruca Jô. "A idade é relativa...tempo, tempo não existe", concorda Gal. "O tempo cronológico não existe mais. Você vê pessoas de 60, 70 anos, que antigamente eram velhos, hoje em dia não existe mais isso. Com algumas exceções, como o Bira (músico do quarteto), por exemplo, que tem a mesma idade desde que nasceu!", brinca Jô.

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Show da Gal Costa
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Gal confidenciou que fez questão de lançar o "Estratosférica" em vinil também. "Eu gosto do vinil. E tem um mercado jovem que compra muito vinil. Atualmente eu tenho um público jovem muito grande", afirmou.  

O tema mudou para gastronomia e Gal confessou gostar muito de comer. "Hoje em dia tenho comido menos, mas gosto muito". Sobre as especiarias que provou em suas turnês internacionais, a cantora contou sobre a experiência em um restaurante chinês, no Japão, onde comeu água viva. "Aquela que queima a gente?", quis saber o apresentador. "Aquela, mas um molho delicioso. Aquela coisa gelatinosa mas muito gostosa!", reafirmou a cantora. "Eu gosto de experimentar, eu sou curiosa". 

Ainda sobre comida, Gal fala de um peixe que é servido vivo e a pessoa vai retirando as fatias e vendo o bichinho desfalecer. "É um horror! Eu comi um e quase morri! Eu me senti tão mal", relembra a cantora que está numa fase 'quase vegetariana'.  

Gal deu uma canja com a canção "Ecstasy", de João Donato e Thalma de Freitas. Antes de se despedir, Gal revela que é muito religiosa, foi batizada na igreja católica e iniciada no Candomblé por Mãe Menininha do Gantois. "Mas eu respeito todas as religiões", afirma. 

Sua atual leitura de cabeceira é o "Livro de Urântia". A obra narrativa que integra elementos de história, ciência, filosofia e religião com o intuito de revelar a verdade universal."Fala sobre o nascimento do cosmos, sobre como funciona a organização do cosmos", explica.   

E acrescenta: "No final de tudo, conta a trajetória de Jesus Cristo numa época diferente da que a Bíblia conta – de quando ele era criança até ele se tornar mesmo o próprio Cristo. É muito interessante. Você devia ler!", sugeriu antes de cantar "Sem Medo Nem Esperança".   

Gal se apresentará no Tom Brasil, em São Paulo, no sábado (16). 

                                     

Renato Kramer

Natural de Porto Alegre, Renato Kramer formou-se em Estudos Sociais pela PUC/RS. Começou a fazer teatro ainda no sul. Em São Paulo, formou-se como ator na Escola de Arte Dramática (USP). Escreveu, dirigiu e atuou em diversos espetáculos teatrais. Já assinou a coluna "Antena", na "Contigo!", e fez críticas teatrais para o "Jornal da Tarde" e para a rádio Eldorado AM. Na Folha, colaborou com a "Ilustrada" antes de se tornar colunista do site "F5"

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