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Revista pagará indenização de 100 mil euros por publicar fotos de Kate Middleton de topless

A duquesa de Cambridge, Kate Middleton
A duquesa de Cambridge, Kate Middleton - AFP


A revista "Closer", que publicou fotos de Kate Middleton fazendo topless, em 2012, foi condenada a pagar mais de 100 mil euros por danos e prejuízos ao príncipe William e a duquesa de Cambridge, Kate Middleton. A decisão foi divulgada um dia depois de a duquesa revelar que está esperando o terceiro filho.

A Justiça francesa determinou ainda que a diretora de redação, Laurence Pieau, e o diretor da publicação, Ernesto Mauri paguem uma multa de 45 mil euros. Na época, Pieau tentou minimizar a situação em uma entrevista a um canal francês.

"Houve um exagero em relação às fotos. O que vemos é um jovem casal, que acabou de se casar, que está muito apaixonado, que são esplêndidos", disse ela.

De acordo com o Tribunal Correcional de Nanterre, leste de Paris, a duquesa e seu marido William, segundo na ordem de sucessão ao trono britânico, também obtiveram cada um mais de 50 mil euros por danos e prejuízos. Eles reclamavam um total de 1,5 milhão de euros.

Exemplar da revista "Closer" que publicou fotos do topless de Kate Middleton
Exemplar da revista "Closer" que publicou fotos do topless de Kate Middleton - Thomas Samson-14.set.2012/France Presse

Todos os acusados neste caso foram considerados culpados por atentar contra a intimidade da vida privada ou de cumplicidade. A decisão, em particular contra danos e prejuízos, "é conforme a jurisprudência", comentou o advogado da revista, Paul-Albert Iweins, que elogiou a decisão.

Em compensação, considerou "a multa exagerada para um simples caso de índole privada". Por sua parte, o advogado do casal britânico, Jean Veil, não quis fazer comentários antes de se reunir com seus clientes, afirmando apenas que o Palácio de Kensington fará declarações a respeito da decisão.

Durante a audiência, no início de maio, o advogado leu uma carta na qual o príncipe William denunciava fatos "particularmente dolorosos, já que nos recordam o assédio sofrido na morte de minha mãe".

Em 2012, um porta-voz da família real britânica classificou a divulgação das fotos como "uma invasão de privacidade grotesca e injustificável". Ele disse ainda que o ato lembrou a perseguição sofrida pela princesa Diana, ex-mulher do príncipe Charles e mãe dos príncipes William e Harry, que morreu em um acidente de carro em agosto de 1997 em Paris ao tentar escapar de paparazzi. No acidente, o então namorado de Lady Di, Dodi al-Fayed, também morreu.


O promotor havia reclamado multas significativas dos dois representantes da Closer --Pieau, e Mauri--, assim como a dos 'paparazzi' da agência fotográfica parisiense Bestimage, Cyril Moreau, 32, e Dominique Jacovides, 59, suspeitos de terem tirado as fotos.

Os dois fotógrafos, que negam qualquer envolvimento no caso, foram multados cada um com 10 mil euros, 5.000 dos quais em suspenso. Os quatro processados deverão pagar cada um 50 mil euros para cada um dos cônjuges reais.

As imagens publicadas em 14 de setembro de 2012 na revista "Closer" mostravam Kate Middleton​ e William à beira de uma piscina na luxuosa propriedade de Luberon (sul da Franca). A duquesa usava apenas a parte de baixo do biquíni.

Uma semana antes da "Closer", em 7 de setembro de 2012, o jornal regional "La  Provence" havia publicado uma foto da duquesa em traje de banho. O diretor da publicação na época, Marc Auburtin, foi condenado a uma multa de 1.500 euros em suspenso, e a fotógrafa, Valérie Suau, a 1.000 euros de multa também em suspenso. Além disso, tiveram de pagar 3.000 euros por danos e prejuízos ao casal real.

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