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Advogada Amal Clooney defenderá repórteres detidos em Mianmar

Mulher de George Clooney vai representar jornalistas que investigaram assassinato

A advogada de direitos humanos Amal Clooney
A advogada de direitos humanos Amal Clooney em Stuttgart, na Alemanha - AFP

Reuters
Yangon (Mianmar)

A advogada de direitos humanos Amal Clooney, 40, se uniu à equipe legal que representa dois repórteres da Reuters presos em Mianmar, onde são acusados de possuir documentos secretos do governo, informou seu escritório nesta quinta-feira (29).

Um tribunal de Yangon realiza audiências preliminares desde janeiro para decidir se Wa Lone, 31, e Kyaw Soe Oo, 28, serão acusados por fazer uma investigação a respeito do assassinato de dez muçulmanos rohingya em Rakhine, Estado do oeste de Mianmar.

O crime ocorreu durante uma operação de repressão do Exército iniciada em agosto que levou quase 700 mil pessoas a fugirem para Bangladesh.

Na quarta-feira (28), advogados dos dois repórteres pediram à corte que rejeite o caso, argumentando não haver provas suficientes para sustentar as acusações contra a dupla.

"Wa Lone e Kyaw Soe Oo estão sendo processados simplesmente porque relataram a notícia. Revisei o arquivo do caso e não há dúvida que os dois jornalistas são inocentes e devem ser libertados imediatamente", disse Amal Clooney, segundo um comunicado divulgado por seu escritório.

"O desfecho deste caso nos dirá muito sobre o compromisso de Mianmar com o Estado de Direito e a liberdade de expressão", disse Amal, mulher do ator George Clooney.

Zaw Htay, porta-voz do governo civil de Mianmar, não quis comentar. Autoridades do governo já negaram que as prisões representam um ataque à liberdade de imprensa, que defensores de direitos humanos dizem estar cada vez mais ameaçada no país do sul asiático.

Reuters
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