Televisão

Maria Eugênia Suconic revisita famílias e atualiza tretas no Adotada #TBT

'Tenho de me contentar de abraçar o manequim', diz Mareu sobre gravar à distância

Maria Eugênia Suconic, a Mareu, no cenário de Adotada #TBT

Maria Eugênia Suconic, a Mareu, no cenário de Adotada #TBT Cleiby Trevisan/Divulgação

São Paulo

Nas redes sociais, toda quinta-feira é dia de #TBT. A sigla, que virou uma das hasgtags mais populares do mundo, significa "throwback thursday" (algo como "quinta-feira de voltar atrás") e costuma ser acompanhada por fotos antigas e boas lembranças de tempos passados.

Na MTV, no entanto, o dia de reviver os bons momentos vai ser a terça-feira. É esse o dia escolhido para a exibição do Adotada #TBT, programa em que Maria Eugênia Suconic, 33, a Mareu, vai revisitar as melhores histórias do Adotada, reality show que ela comandou no canal pago entre 2014 e 2017. O programa chegou a ser indicado ao Emmy Internacional em 2016.

"Reprisou tanto Adotada na pandemia que eu não aguentava mais me ver ruiva na TV", brinca Mareu em entrevista ao F5. "Na verdade, a MTV me chamou: 'Vamos fazer um spinoff [programa derivado] de Adotada?'. Era uma coisa de 'vamos começar gravando na sua casa', mas eu falei: 'Gente, não tenho mais casa, desfiz minha casa na pandemia'."

E a apresentadora revelou que não se tratava de uma desculpa do tipo "minha internet caiu" para não participar da reunião via Zoom. "Fiquei três meses sozinha no meu apartamento, sem encontrar a minha mãe, sem ir ao supermercado, sem passear com o cachorro e limpando tudo com álcool", diz. "Aí eu falei: 'Meu Deus, o que eu estou fazendo aqui? Preciso morar no mato. Pedi para minha mãe desfazer a minha casa, peguei um carro e dirigi 24 horas até chega à Bahia."

Depois de um mês e meio por lá, a mãe dela pediu para ela voltar porque não tinha conseguido se desfazer de tudo o que a filha tinha acumulado. "Falei: 'Vamos vender tudo, eu não quero mais esse monte de coisa'", lembra. "Para que tanto sapato se eu estou andando de pantufa há quatro meses?"

Por sorte, não deu tempo dela doar muitas coisas. Logo depois, ela foi chamada para fazer o novo programa e muitos dos figurinos e adereços originais usados por ela nas gravações do Adotada foram resgatados para compor o cenário do Adotada #TBT.

O spinoff vai mostrar a apresentadora reencontrando (virtualmente, devido à pandemia) algumas das famílias com quem ela dividiu teto no programa original. Além de apresentar, Mareu é responsável pela direção artística do programa.

"Com algumas famílias, eu tinha contato, sabia o que estava acontecendo por foto de rede social", afirma. "Teve até um que casou e eu fui no casamento. Algumas ficaram próximas, mas está maravilhoso porque ainda não falei com todas. E, como são duas famílias por episódio e são dez episódios, vou falar ao todo com 20 famílias, então quem sabe depois a gente faz um #TBT2 para falar com as outras."

No entanto, nem todas as famílias revisitadas são as que mantiveram boa convivência com ela. "Com algumas pessoas eu tinha treta", rememora. "Não sei se já passou, se a pessoa melhorou de lá para cá ou se ainda vai rolar alguma confusão. Acredito na evolução do ser humano. A gente dá uma chance, eu mesma estou tendo uma chance de novo."

No episódio de estreia, ela reencontra a família Rossi, que trabalhava em circo (o que rendeu boas risadas, já que Mareu tinha medo de palhaços), e a família Foit, que tinha um patriarca militar e conservador com quem a filha batia de frente. Na primeira, houve uma transição de gênero, enquanto na segunda a filha hoje tem 12 tatuagens.

Todas as gravações são feitas em um estúdio de São Paulo, seguindo as medidas de segurança. Uma penteadeira cenográfica vai exibir as cenas de quando ela visitou as famílias e, também, será por onde a apresentadora conversará com elas e descobrirá como elas estão atualmente.

"Está sendo assustador, todo dia tem todo teste de Covid, está todo mundo com macacão e máscara no estúdio, parece que você está entrando em um episódio do CSI", diz, aos risos. "Fico sozinha no estúdio, a maioria das coisas são remotas. Se não fosse a pandemia, talvez tivesse dado para ir nas casas de novo. Aí, eu podia abraçar. Porque tem uns momentos que você só queria um abraço, mas tenho de me contentar de abraçar o manequim ou uma bonequinha."

Ao final de cada visita, a apresentadora recebe uma carta da família em questão, contando como a passagem dela afetou a dinâmica entre os membros para sempre. No programa original, era Mareu quem escrevia uma carta para a família, contando o que tinha aprendido com eles.

"Descobri que eu não sei ler na televisão", diz sobre os momentos em que gagueja por causa da emoção. "Tem muita coisa elogiando, mas tem outras em que eu recebi umas pedradas também. Aí tive que lavar roupa suja."

Ela antecipou que, no programa, também vai responder a essas cartas, tanto as fofinhas quanto as mal-educadas. Em se tratando de Mareu, é claro que não podia faltar uma pimenta, né?

Final do conteúdo

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem