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Mestre do Sabor chega à final com audiência menor que a do antecessor The Voice Brasil

Djalma Victor, Lui Veronese, Gabriel Coelho e Dudu Poerner disputam prêmio

Gabriel Coelho, Dudu Poerner, Djalma Victor e Lui Veronese no "Mestre do Sabor"
Da esq. para a dir.: Gabriel Coelho, Dudu Poerner, Djalma Victor e Lui Veronese no "Mestre do Sabor" - Globo/Raquel Cunha
São Paulo

A primeira temporada do Mestre do Sabor (Globo) chega ao fim nesta quinta-feira (26) com média de 18 pontos de ibope. O resultado ficou abaixo da média de 25 pontos obtida pela 8ª temporada de The Voice Brasil. Cada ponto equivale a cerca de 72 mil domicílios.

O reality marca a primeira incursão da Globo em um programa de disputa culinária, formato há anos explorado pela Band com o Masterchef e pelo SBT, com Bake Off Brasil​. 

Apesar do resultado abaixo de seu antecessor nas noites de quinta-feira, o diretor do programa, LP Simonetti, diz que o balanço é o melhor possível.

"Foi um programa que nos orgulhou. O resultado foi um programa bonito, de respeito pela gastronomia, feito por apaixonados pelo assunto. Tínhamos a missão e o desejo de falar sobre a gastronomia brasileira de tradição, regional, e conseguimos mostrar isso no ar."

Para ele, os 18 pontos de audiência são satisfatórios. "O programa atendeu todas as nossas expectativas. Ouvir o depoimento dos próprios participantes, que vieram de diferentes estados e nos falaram sobre o quanto o Mestre do Sabor foi importante na trajetória profissional, para o público que passou a frequentar seus restaurantes e todos os ensinamentos que estão levando daqui, não tem preço."

Para a grande final, Simonetti promete um programa emocionante. "Para mim, um show de gastronomia brasileira. São quatro cozinheiros que, a esta altura, estão muito preparados para mais este desafio." 

Os quatro finalistas são os cozinheiros Djalma Victor, Lui Veronese, Gabriel Coelho e Dudu Poerner. Eles enfrentaram uma disputa em duas etapas. A primeira prova eliminará dois dos quatro chefs. Em seguida, vem o duelo final.

Os pratos a serem preparados por eles, por sua vez, são um mistério. A final terá uma parte gravada, e a reta final será toda ao vivo.

E para os finalistas, a frase “que vença o melhor” nunca fez tanto sentido. Eles são unânimes em dizer que não há favoritismo de nenhum lado. Todos os profissionais têm mais de dez anos de experiência em cozinhas do Brasil e de fora dele.

Os jurados Léo Paixão, Kátia Barbosa e o português José Avillez serão os responsáveis por dar a vitória ao campeão.

CONHEÇA CADA UM DOS FINALISTAS

O chef Dudu Poerner, 27, é natural de Balneário Camboriú (SC) e tem 12 anos de cozinha. Para ele, chegar à decisão é a realização de um sonho. O público pode esperar muito dele e dos demais competidores. “Espero um verdadeiro show. Vai ser bonito de ver, não tenho dúvidas que será decidido no detalhe. Sem favoritos, todos são mais que merecedores”, opina.

Poerner é daqueles apaixonados pelo que faz. Ele costuma dizer que seu principal ingrediente é o amor com uma pitada de alma nas panelas. E lembra que começou bem novo a mostrar vocação pela gastronomia.

“Sempre gostei de comer. Comecei a cozinhar cedo, junto à família, sempre interessado, querendo aprender. O amor veio com o tempo, trouxe a persistência, a prática, a técnica e a vontade de aprender mais e mais”, relembra.

Agora, se vencer o Mestre do Sabor, ele conta que quer viajar muito. “Conhecer novas culturas, explorar novos mundos. O processo criativo suga muito da gente, é necessário sempre estar reabastecendo para poder continuar entregando aquilo que é esperado de nós. O amanhã a Deus pertence e o céu é o limite.”

Assim como o catarinense, o chef Gabriel Coelho, 31, natural de Presidente Venceslau (SP), se diz ansioso e animado para a decisão. Com mais de uma década na cozinha, o cozinheiro sabe que precisa manter a calma para dar o seu melhor. “Estou mantendo a calma e escutando os conselhos do Claude e da minha mãe que sempre me falam: ‘Gabriel, você precisa respirar’. Quero que seja uma disputa linda e que todos consigam dar o seu melhor”, diz.

O grande sonho dele é abrir seu próprio restaurante junto com a sua noiva, em São Paulo. A ideia é que isso aconteça em 2020. Até lá, terá de enfrentar desafios, como a prova final do Mestre do Sabor.

“Eu estudo bastante e dedico minha vida há mais de uma década nisso. Durmo e acordo pensando na cozinha. Quero chegar no patamar dos melhores do mundo. Quando isso acontecer, vou olhar para trás e lembrar que cheguei aqui com uma das virtudes que considero mais importantes na vida: a humildade.”

Do Mestre do Sabor, Coelho tirou muito aprendizado, sobretudo com o chef José Avillez, com quem pode trocar experiências. “Ele é incrível. Profissionalmente é até redundante elogiar. Ele é um gênio na cozinha, a trajetória dele é um exemplo disso. Foi uma troca de experiências extremamente positiva e que vou levar junto com todas que adquiri na trajetória do Mestre do Sabor”, explica.

O chef de Brasília (DF) Lui Veronese, 31, cozinha profissionalmente há 16 anos e nutre esse amor pela gastronomia desde pequeno. Ele espera que a final mostre uma cozinha linda com pratos bem realizados. “Acho que a final de um programa como esse merece um trabalho excepcional. Fico até bem nervoso porque sei que isso recai sobre mim também. Estou muito empolgado e tento não pensar muito sobre como vai ser. Para mim é uma vitória ter chegado onde cheguei”, avalia.

O candidato ao prêmio lembra quais foram os detalhes que o fizeram chegar até a decisão. “Eu tento trabalhar sempre muito organizado, com um local limpo, e tento estar bem planejado com o que eu vou fazer. Às vezes a gente toma decisões e tem que trocar no meio do caminho, se equivoca e só percebe depois. Mas desde o início eu só foco em uma coisa: fazer meu melhor trabalho”, explica.

Se vencer a disputa contra os outros três, Lui quer abrir um restaurante. “É um reconhecimento fantástico, pleno. Se eu conseguir o prêmio eu vou continuar manifestando meu trabalho na minha cidade, mas com endereço fixo dessa vez”, diverte-se ele, que tira ensinamentos desde quando nasceu, já que os pais “cozinham muito bem”. E se orgulha por acumular 16 estrelas Michelin dos restaurantes renomados onde já trabalhou no Brasil e no mundo.

Outro competidor que pensa em vencer a competição e dar um salto na carreira é o mineiro de Sete Lagoas Djalma Victor dos Anjos Figueiredo, 34, com 12 anos de cozinha. A ideia dele é vencer a atração e aproveitar ao máximo as oportunidades que surgirem. “Sempre com o intuito de oferecer uma gastronomia de qualidade. Não pensei muito sobre o que farei com o prêmio caso seja o vencedor, mas pretendo utilizá-lo para me aperfeiçoar.”

Para ele, vai ser uma final acirrada e muito emocionante. “Com certeza vamos ter pratos saborosos e criativos. Todos os finalistas são muito fortes.”

Djalma acredita que foi a determinação, a disciplina e a humildade que o levaram até esta decisão. O fato de sempre cozinhar com afeto e colocar uma dose de amor na comida fazem dele um candidato dos mais competentes.

“Os mestres do programa são verdadeiros ícones da gastronomia. Em situação desafiadora, sempre com muito respeito e profissionalismo, eles estimularam a minha criatividade e a necessidade de arriscar”, define o dono de três restaurantes em Belo Horizonte (MG) sobre o time de jurados.

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