Televisão

Primeira sitcom do canal Gloob, 'Bugados' será ousada e quer fazer as crianças rolarem de rir

Atração brasileira mostrará personagens de game vindo à Terra

Elenco da sitcom

Elenco da sitcom "Bugados", que estreia em outubro no Gloob Edu Viana/Divulgação

Leonardo Volpato
São Paulo

Três personagens de um jogo de videogame que, cansados de terem de combater alienígenas todos os dias no universo online, resolvem sair da tela e protagonizar aventuras no mundo real com a ajuda de dois irmãos jogadores.

Essa é a trama de "Bugados", sitcom produzida com DNA 100% brasileiro pelos canais Globosat, que estreia em meados de outubro no Gloob. Os criadores da série contam que, por ser algo inédito, as crianças vão se surpreender. Trata-se do projeto mais difícil realizado até hoje por eles, acostumados a lidarem com humor e com universo infantil.

"Fazer a criançada se divertir é muito bom. Queremos contar boas histórias e fazer com que elas rolem de rir”, define André Catarinacho, que assina o texto com Luca Paiva Mello, duas vezes indicado ao Emmy Internacional e responsável por outras séries como "Julie e os Fantasmas" (2011-2012), "Mothern", primeira de ficção do GNT (2006-2007), Descolados (MTV, 2009), e O Negócio (HBO, entre 2013-2018).

A ideia do projeto, segundo Mello, era criar algo inédito, diferente do que havia na grade de programação e que surpreendesse pelo formato. "Fomos meio ousados. É algo extremamente inédito e original, um formato novo no país e, também, um pouco pretensioso. Fazer os personagens saírem do mundo virtual para virem curtir a realidade surgiu porque eu tenho três filhos em casa e sei bem como é essa adoração pelos games."

E é justamente nesse viés que a sitcom vai com tudo. “É entretenimento puro na veia, mas visa mostrar o tanto de coisa interessante que às vezes passa despercebido no cotidiano, fora do mundo online”, completa.​

Na narrativa, Neo (Ryancarlos de Oliveira), Glinda (Isabella Casarini) e Tyron (Vinicius Marinho) são personagens do game Storm Kroll e se cansam de salvar o mundo repetidas vezes. Juntos, o defensor intergaláctico, a skatista cósmica e o robô tecnológico, respectivamente, usam suas habilidades para saírem do jogo e viverem novas aventuras no mundo real.

Os episódios são independentes e a trama se encerra no final de cada um. São duas temporadas de 26 episódios cada uma.Mello afirma que por se um projeto inédito, é como "abrir um matagal com facão". "Não existe como se fazer isso no Brasil, sabemos que somos pioneiros. Apresentamos o projeto ao Gloob quando tínhamos certeza do sucesso dele. E o canal abraçou imediatamente”, diz Luca.

As gravações da série começaram no meio do ano e, agora, está a todo vapor. A ideia dos produtores e criadores é que ela seja longeva e que caia nas graças do público rapidamente. Afinal, são situações cômicas com as quais muitas famílias podem se identificar.

"Acreditamos muito no potencial da série e que ela dure muito. Isso não é laboratório nem experiência. Apesar de ser a primeira, estamos fazendo com dedicação para que ele conquiste a molecada e permaneça por anos no ar”, almeja Roberto Martha, da Scriptonita, que faz a produção-executiva.

O criador Luca Paiva Mello diz o que todo mundo pode esperar: "Para mim, de tudo o que já fiz, este é o projeto mais desafiador, o que mais mobiliza. Ele foi desenhado exatamente como imaginávamos. Olhamos para aquilo e vemos o nosso jeito de fazer, que é muito diferente do mercado".

Final do conteúdo

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem