Televisão

Traída em 'Órfãos', Julia Dalavia diz que honestidade é crucial no relacionamento

Atriz vive a primeira protagonista de sua carreira na trama da Globo

Julia Dalavia na cena do casamento de sua personagem, Laila, com Jamil (Renato Goes), em "Órfãos da Terra", da Globo - Divulgação
Cris Veronez
Rio de Janeiro

A personagem Laila, interpretada por Julia Dalavia, 21, em “Órfãos da Terra” (Globo), vive dias difíceis. Primeiro, a jovem síria precisou lidar com a descoberta de que o pai, Elias (Marco Ricca), tinha uma amante. Depois, viveu um confronto com a mãe: Missade (Ana Cecília Costa) ficou devastada ao saber que a filha não lhe contou sobre a traição do pai. Agora, Laila percebe que Jamil (Renato Góes), seu marido, foi seduzido por Basma (Alice Wegmann), o que abala a relação dos dois.

“São coisas da vida, né? Laila questionou o pai, Elias, não por ele ter se apaixonado por outra mulher, mas pela falta de honestidade que ele teve com a mãe dela. É isso que não pode faltar. Se você tem um combinado com uma pessoa, seja honesto com ela. Laila diz que o amor não é obrigatório, mas a honestidade sim”, afirma a atriz ao F5.

Jamil fica perturbado com o sentimento que passa a nutrir por Basma. Ele até tentou dar um fora na vilã quando ela o beijou de surpresa, mas ficou abalado com a situação. Laila percebeu tudo e pediu que o marido não deixasse que Basma atrapalhasse a relação dos dois —pedido, a princípio, consentido por ele.

“A história do Jamil e da Laila é muito bem construída. Acho que todo esse universo árabe e junto com o tom documental da novela, que não é tão fantasioso, tem um charme a mais”, afirma Dalavia, satisfeita com a repercussão da trama do casal entre os telespectadores. 

Ela conta que tem uma amizade com Renato Góes, com quem contracenou em ‘Velho Chico’.

Interpretando uma personagem que exalta a força feminina, ela diz que sente gratidão ao ver que sua geração vive uma abertura de espaço para a voz das mulheres.

“Acho que a gente estava precisando há muito tempo dar bons papéis para mulheres. E dá certo. Estamos vendo aí”, afirma.

Para dar vida a essa refugiada forte e irreverente, que engravidou aos 19 anos, ela disse que uma de suas inspirações foi a própria mãe, Márcia Dalavia, 50.

“Ela sempre foi presente, uma leoa. A Laila engravida muito nova. Então, imagino que seria a mesma coisa que se fosse comigo. A coisa desenrola em cena, acontece. Eu posso não ser mãe, mas sinto esse instinto em mim. Gosto de criança, sei cuidar.”

A atriz, que grava cerca de 11 horas por dia, diz que vive mais a vida da personagem do que a sua, e que por isso torna-se natural falar com sotaque árabe e entrar no clima da novela.

“A gente já lê o texto imaginando. E chega aqui tem o figurino incrível, o cenário montado… Então as coisas se tornam orgânicas. Está tudo muito fácil para a gente esquecer da vida e acreditar que estamos vivendo aquilo mesmo.”

Esta é a primeira protagonista de Julia Dalavia, que já atuou em novelas como “Boogie Oogie” (2014), “Velho Chico” (2016), “Os Dias Eram Assim” (2017) e “O Outro Lado do Paraíso” (2017), todas da Globo.

Sem se iludir com a fama, ela diz que não sabe “se tem alguma ficha para cair” e que vê a conquista de seu primeiro papel principal como uma evolução natural da carreira.

“Fui aprendendo, tendo a oportunidade de trabalhar com atores e diretores brilhantes durante esse tempo. Sempre prestei muita atenção nisso. Eu ouvia quem estava do meu lado, absorvia experiências, acho que isso foi me construindo. Não tem uma fórmula”, diz.

Assumidamente tímida e ansiosa, a atriz conta que não gostava de se ver nas telas, mas que aprendeu a fazer este exercício.

“Estou conseguindo me assistir sem sentir aquele arrepio, aquele calafrio. Gosto do trabalho que estamos fazendo aqui.”

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