Televisão

Felipe Andreoli reformula Globo Esporte e diz ser viciado em esporte: 'Tenho tesão na parada'

Apresentador deixou o nacional Esporte Espetacular para comandar programa paulistano

 
O novo apresentador do Globo Esporte, Felipe Andreoli, no cenário do programa da Globo - Fábio Rocha/Globo
 
São Paulo

O apresentador Felipe Andreoli, 39, diz estar feliz da vida com a oportunidade de voltar a trabalhar na sua cidade natal, São Paulo. Andreoli deixou recentemente o comando do Esporte Espetacular, no Rio, e migrou para o comando do Globo Esporte, gravado na capital paulista. Para ele, este é o desafio mais difícil de sua trajetória, que no ano que vem completa 20 anos.

Andreoli conta que se diverte com os comentários na internet sobre o "rebaixamento" da apresentação de um programa nacional para um regional. Ele diz que existem três programas importantes no esporte da emissora: o Esporte Espetacular e o Globo Esporte do Rio e o de São Paulo. "Minha missão agora é mais difícil porque no Esporte Espetacular a audiência não oscilava. No Globo Esporte oscila, é tudo mais voltado para o apresentador e tem que ir construindo uma história aos poucos", afirma.

Outra diferença é a atenção dada aos programas concorrentes, coisa que não fazia durante o tempo no Esporte Espetacular. 

Por enquanto, Andreoli tem se dado bem à frente do programa regional. Em junho, seu primeiro mês no comando do Globo Esporte, ele liderou quase todos os dias a audiência do horário. Ficou em segundo lugar no Ibope apenas uma vez, no dia 12 de junho, quando perdeu o posto para a Balanço Geral SP da Record (9,2 contra 10,6 pontos). Nesse primeiro mês à frente do novo posto, o Ibope consolidado ficou em 11,68 pontos. Cada ponto do ibope na Grande SP equivale a cerca de 72 mil domicílios.

​De acordo com o paulistano, o público poderá ver mais de sua personalidade e identidade após a Copa América, que acaba no dia 7 de julho. Será nesse momento que tudo o que ele pensa e está criando deverá entrar no ar. Um cenário novo também está programado. Felipe nunca influenciou tanto no material que vai ao ar.

“Meu sonho agora é fazer o Globo Esporte mais autoral. Adoro misturar outros assuntos com o esporte, o entretenimento com futebol em TV aberta. Futebol, aliás, combina com muita coisa, ações sociais, culturais”, conta Andreoli, que tem entre seus planos participar da cobertura de sua primeira Olimpíada em TV aberta no ano que vem. Ele esteve nas transmissões de 2008 e de 2016 pelo SporTV.

As mudanças na vida profissional de Andreoli sempre acontecem rapidamente. Há pouco mais de dois anos, quando recebeu a proposta de comandar o Esporte Espetacular, ele foi com a mulher, a apresentadora Rafa Brites, e seu filho, o então recém-nascido, Rocco, para o Rio. Agora, arrumou novamente as malas para o trajeto de volta.

Eu, a Rafa e o Rocco mudamos de mala e cuia. Lembro de a gente rasgando o papel de parede do quartinho dele e chorando. Saímos às pressas. Fiquei um bom tempo sem vir para a minha cidade, onde estão meus pais, avós. Agora retornamos para São Paulo, os três. E vamos colar as letrinhas do papel de parede tudo de novo”, diz.

Feliz com o novo momento, Andreoli conta que não gosta de projetar o futuro e que vive o tempo todo pensando no programa de esporte da hora do almoço. “Quero construir. O Globo Esporte não é de ninguém. Posso colocar minhas ideias e os diretores trocarem, mas tenho confiança de todos. Quero fazer coisas diferentes. É mais insano e mais excitante ao mesmo tempo”, define.

Felipe Andreoli assumiu o lugar de Ivan Moré, que deverá ganhar um projeto na concorrente Record. O jornalista conta que fez questão de mandar algumas mensagens para o apresentador e desejar boa sorte. “Ele foi muito gentil e me desejou o melhor. Não tínhamos muita intimidade.” 

Quem serviu mesmo de exemplo foram Tiago Leifert e Fernanda Gentil, com quem ele correu para pegar algumas dicas. Andreoli considera que seu estilo de criação é mais semelhante ao de Leifert. Por isso, foi jantar com o amigo e o papo, evidentemente, foi o Globo Esporte.

Coincidentemente, estes foram dois dos apresentadores que passaram pela atração esportiva e que migraram para o entretenimento da emissora. Leifert, de 2009 a 2015, esteve à frente da atração que Andreoli herda. Ele foi o responsável por mudar o formato e levar uma forma mais descontraída para o esporte. Depois, foi para programas como o Big Brother e o The Voice. Fernanda Gentil também passou rapidamente pelo programa e agora se prepara para comandar um projeto novo no entretenimento.

Será que algo do tipo estaria reservado para ele também? Felipe já passou pelo entretenimento, foi apresentador do Encontro em algumas oportunidades e repórter do mesmo programa. Também fez o CQC, na Band. Mas o pai do Rocco conta que o ramo dele é o esporte.

“Agora não penso em outra coisa muito menos em usar o Globo Esporte como degrau. Se tem algo sobre o que não tenho modéstia é o meu conhecimento no esporte. Sou viciado desde criança, entendo do negócio, não sou aventureiro. Tenho tesão nessa parada. E mais para frente a gente vê.”

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