Televisão

MasterChef oscila na audiência, mas é um dos programas mais rentáveis para Band

Para especialistas, atração tem fôlego, mas precisa inovar

Jurados do MasterChef (Band) Henrique Fogaça (esq.), Paola Carosella e Erick Jacquin
Jurados do MasterChef (Band) Henrique Fogaça (esq.), Paola Carosella e Erick Jacquin - Carlos Reinis/Band
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Leonardo Volpato
São Paulo

No ar desde 2014 em diversos formatos (com cozinheiros amadores, profissionais e crianças), o reality gastronômico MasterChef (Band) vive, na atual temporada, uma constante oscilação de audiência. De acordo com dados da emissora, a média é de cinco pontos na Grande SP (cada ponto no Kantar Ibope equivale a 201.061 espectadores).

Apesar de ser uma das maiores audiências da Band, o programa já rendeu mais, dando quase média de 7 pontos. Em contrapartida, a atração de 2018 tem alto faturamento com anunciantes. Segundo a Band, "comercialmente, o MasterChef é um sucesso. Até o momento, esta temporada registra um aumento de 8% na receita em comparação com a temporada do ano passado".

A quinta edição, que conta com amadores na cozinha, começou em 6 de março. Durante sete programas, bateu de frente com o BBB 18 (Globo) e marcou apenas 4,1 pontos, segundo o Kantar Ibope. Depois que o reality da Globo terminou, a audiência do MasterChef subiu e chegou a bater 4,9 pontos, índice semelhante ao de agora. A edição bateu alguns recordes na temporada, como os 7,2 pontos de pico na terça, dia 5 de junho.

Para ter uma ideia da oscilação, segundo dados publicados pelo colunista Ricardo Feltrin, do UOL, empresa do Grupo Folha, que edita a Folha, na comparação entre os 12 primeiros programas de 2018, com os 12 primeiros da melhor temporada da atração, a de 2016 (profissionais), o placar foi de 4,5 pontos contra 6,9 pontos de média, respectivamente. Trata-se da pior audiência desde a estreia, quando registrou 3,9 pontos.

O chef Henrique Fogaça, um dos jurados da atração, afirma que ela dá repercussão. "O programa estabilizou. Ainda possui uma audiência muito grande. A fama continua igual, não senti grande mudança. As pessoas seguem me abordando na rua, continuam visitando muito os meus restaurantes. Mas é normal que no começo haja euforia. É normal", opina.

Ele ainda completa, sobre os índices de ibope. "A questão de [levar] inovação é responsabilidade da diretoria do programa. A cada temporada temos provas diferentes, chamativas, exóticas. Quanto à avaliação, sou eu mesmo. Não consigo interpretar ou fingir ser algo que não sou."

RENOVAÇÃO

Na opinião de quem estuda televisão, o reality MasterChef é um programa que ainda faz sucesso e que pode, sim, surpreender. Porém, precisa mostrar inovação e não pode se acomodar. Na televisão desde 2014, a atração deverá ficar até 2021 no ar –graças ao contrato assinado com a Endemol, detentora do formato.

"Há lenha para queimar, porém, o programa necessita de mais mudanças no formato. Continua com um público cativo, mas precisa revelar novidades para que não fique uma edição exatamente igual à anterior. É necessário incrementar, só assim o ibope perdido poderá ser retomado”, aponta Elmo Francfort, diretor do Instituto Memória da Mídia.

O especialista em TV Dirceu Lemos conta que algumas fórmulas de sucesso têm de ficar um tempo fora do ar. "Até para o telespectador sentir saudade. Explorar o mesmo produto indefinidamente cansa", diz.
"Imagino que a emissora até saiba que há um desgaste, mas, como o faturamento é grande, ela arrisca", completa.

O especialista Claudino Mayer diz que o programa ainda está na crista da onda. No entanto, como os colegas, ele acha que não há como se acomodar. "A chave é ter novos elementos, pensar provas diferentes que atraiam o público."

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