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Cena de estupro durante lua de mel em 'O Outro Lado do Paraíso' repercute entre internautas 



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Uma forte cena da protagonista Clara (Bianca Bin) sendo estuprada na lua de mel pelo marido Gael (Sérgio Guizé) na novela "O Outro Lado do Paraíso", da Globo, chocou internautas. 

A cena foi ao ar nesta terça (24), segundo capítulo da novela assinada por Walcyr Carrasco e dirigida por Mauro Mendonça Filho. 

No capítulo, os recém-casados viajam de barco para o local da lua de mel. Eles chegam felizes, trocam carícias e abrem uma bebida para comemorar o momento, até que o comportamento de Gael muda. Alcoolizado, ele agride a mulher, rasga seu vestido e a "manda calar a boca"​.

Clara grita e tenta pedir socorro, mas é ignorada e Gael a violenta sexualmente.

Nas redes sociais, o assunto ficou entre os mais comentados. "Estupro que chama isso aí viu meninas? Não é porque casou que pode", disse uma internauta. "Forte essa cena, heim. Mas Brasil tava precisando, pois estupro marital ainda é algo muito naturalizado", disse outra usuária do Twitter. 

VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

Em entrevista à Folha, o diretor Mendonça Filho afirmou que o abuso contra mulheres seria o tema central do novo folhetim, que substitui "A Força do Querer", novela de Gloria Perez que também retratou outro tema polêmico no horário nobre, o tráfico de drogas. 

"Esse assunto estranhamente perdeu prioridade na dramaturgia de televisão", diz Mendonça Filho. "Não que não tenha sido abordado, mas aqui está no foco principal da trama. Principalmente a violência doméstica."

Na novela, a protagonista Clara (Bianca Bin) é uma jovem que mora com o avô, Josefá (Lima Duarte), no Jalapão (TO). Ela se apaixona por Gael (Sérgio Guizé), um marmanjo que vive de uma herança e é filho de Sophia (Marieta Severo), vilã da história.

De início contra a união dos dois, Sophia muda de ideia ao descobrir que as terras de Clara têm esmeraldas.

No desenrolar da trama, além de ser abusada pelo marido, Clara vai parar num manicômio com um "empurrão" da sogra.

Dramas de outras mulheres também conduzem o folhetim. "Tem uma personagem que é abusada pelo padrasto, uma negra que é subestimada pela cor da pele e se transforma em uma juíza, uma anã rejeitada pela mãe e a mulher que dá porque quer dar", resume Mendonça.




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