Comic Con

Comic Con bate recorde de público com exibições em primeira mão e visita de atores famosos

Feira recebeu 262 mil pessoas e movimentou cerca de R$ 50 mi

Movimento na Comic Con Experience 2018, que aconteceu em São Paulo, no último sábado
Movimento na Comic Con Experience 2018, que aconteceu em São Paulo, no último sábado - Mariana Pekin/UOL
São Paulo

​“Vai ser épico”, prometeu Érico Borgo, um dos organizadores da Comic Con Experience, na abertura do evento. E foi, ao menos no aspecto comercial desta que é a maior edição do evento que acontece em 14 países. A feira de games, quadrinhos, séries e filmes fechou o domingo (9) com um faturamento de R$ 50 milhões e recorde de público, segundo estimativas da organização. 

Foram 262 mil visitantes nesta quinta edição, superando o público de todos os anos anteriores. O evento começou vendendo 97 mil ingressos no seu primeiro ano, 2014. Dois anos depois, aumentou o público para 196 mil, e, no ano passado, contabilizou 227 mil pessoas.

O grande valor da feira, para quem a visita, é a ideia de que o público será o primeiro do mundo a ver as novidades do mundo geek —mesmo que essa novidade seja um trailer de poucos segundos, que será divulgado na internet logo em seguida. 

Para isso, fãs chegaram a desembolsar de R$ 99,99 (meia-entrada para a quinta-feira) a R$ 7.499,99 no chamado “full experience” (entrada sem filas, com serviços e itens exclusivos).

Em geral, a conferência cumpriu suas promessas: seu público pode ver, em primeira mão, aguardadas produções como “Aquaman” e “Creed 2”, além de bisbilhotar antes de todo mundo o que vai acontecer em séries amadas, como “Game of Thrones”, da HBO, ou ainda inéditas, como “The Umbrella Academy”, da Netflix.

Deixou a desejar, no entanto, em sua principal atração. Ao atender a um pedido antigo de seu público e trazer parte do elenco de “Stranger Things”, não deu muitas pistas sobre o futuro da série. Fãs tiveram que se contentar com um teaser trailer que trazia apenas a data em que a nova temporada se ambienta e os nomes dos episódios. A trama, só com o restante do mundo.

Parte do problema em alguns painéis se deu pelos próprios condutores, que gastavam o apertado tempo com perguntas superficiais (“o que está achando do Brasil?”), além de ficarem presos em uma mesma ideia, recebendo respostas do mesmo nível. Resultado: pouca novidade para quem é fã e quer mais do que uma introdução.

As celebridades também são destaques. A reunião, em um único evento, de artistas do calibre Sandra Bullock, que divulgou o thriller psicológico “Bird Box”, e do elenco de “Stranger Things”, é parte da explicação do fenômeno de público.

Além das atrações anunciadas na programação, há, tradicionalmente, a expectativa por aquelas que aparecem de surpresa. Neste ano, Tom Holland, astro de “Homem-Aranha: Longe de Casa”, e Jake Gyllenhaal, vilão do mesmo filme, subiram ao palco sem aviso prévio.

Mesmo expandindo —foi de 40 mil m2, em 2014, para 115 mil m2 em 2018—, a procura por painéis como os de “Capitã Marvel”, “Homem-Aranha” e das atrações da Disney provocaram longas filas. Para serem os primeiros a entrar e garantirem lugares nas atrações, fãs passavam a madrugada na espera. 

No sábado (8), por exemplo, as senhas para lugares no auditório Cinemark, que reunia a principal programação do evento, esgotaram às 4h. Na madrugada de domingo (9), a organização e a Warner chegaram a distribuir pizzas para quem aguardava a sessão com novidades do estúdio. 

No caso dos stands, os das séries “Game of Thrones” e “La Casa de Papel” foram os mais procurados. Para o primeiro, a espera chegava a 45 minutos para conseguir uma pulseira de entrada e as senhas acabavam já no início da tarde. 

“Foi uma luta para chegarmos aqui, mas valeu a pena. É uma experiência em que você mergulha em toda a história da série, relembra o que vimos nesse ano, é uma emoção e uma alegria ao mesmo tempo”, conta o fisioterapeuta Aldryn Pereira Santos, 29, de Belém do Pará, que visitou o local com o marido.

Sotaques de todas as regiões do Brasil ajudam a formar o público da CCXP. Segundo dados da assessoria de imprensa do evento, 50% do público é de São Paulo, e o restante está distribuído pelos demais estados, além de algumas pessoas de fora do país.

A Globoplay e a Mauricio de Sousa estiveram entre as empresas que representaram o audiovisual brasileiro. Com nomes como Cauã Reymond, Thais Araújo e Leandra Leal, os elencos de “Ilha de Ferro” e “Aruanas” abordaram temas como ativismo feminino e machismo.

Algumas das presenças mais aguardadas, no entanto, eram de Maisie Williams e John Bradley, que interpretam Arya Stark e Samwell, respectivamente, em “Game of Thrones”, e dos criadores da série, D.B. Weiss e David Benioff. Eles falaram sobre a oitava e última temporada, que será lançada em abril de 2019.

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