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Música
Descrição de chapéu The New York Times

Sheryl Crow: Após anos fora de sincronia, cantora se abre em documentário

'Há muitas pessoas que têm noções preconcebidas sobre quem eu sou'

A atriz Sheryl Crow NYT

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Caryn Ganz
Nashville
The New York Times

Sheryl Crow, 60, não vai ler este artigo. Ela confirmou o fato com uma careta amistosa, mas isso não foi surpresa (e tampouco era blefe). A carreira de Crow começou na década de 1990, quando o sucesso dependia de dinossauros como as grandes gravadoras e o rádio, e as linhas de contato mais diretas com os fãs eram a MTV e a imprensa, muitas vezes sexista. Embora ela tenha concedido centenas de entrevistas e sido tema de muitas outras formas de cobertura noticiosa, a cantora deixou de acompanhar a maior parte dessas coisas por volta de 1996, quando lançou seu segundo disco.

Crow cedeu à tentação uma vez, em um avião. Havia uma revista Rolling Stone no assento ao lado do seu, e o que ela encontrou foi um artigo "feio" a seu respeito. "Aquilo me matou", ela disse, com a voz subindo uma oitava. "Senti que estava naufragando. E depois disso, o que pensei foi, não vale a pena passar por essas coisas. O disco está pronto. E eu sou quem eu sou". E assim, Crow, que durante três décadas se dispôs a contar sua história aos outros sem relutar demais, jamais soube ao certo de que maneira aquilo que ela disse foi registrado.

Mas isso mudou em 6 de maio, quando "Sheryl", documentário dirigido por Amy Scott, estreou na rede Showtime. É o mais recente em uma série de filmes sobre mulheres na música –alguns feitos pelas artistas, outros por observadores mais objetivos– que servem como corretivo, revelando o chauvinismo e outros desafios que pesaram sobre elas em eras nas quais as mulheres não podiam falar abertamente sobre assédio e saúde mental. Crow não teve controle criativo sobre o projeto, e aproveitou a oportunidade oferecida pelo documentário para responder vigorosamente a questões que sempre a cercaram, quanto a autoria e ambição, e para explicar o quanto ela teve de batalhar, em uma indústria da música na qual ela não se encaixava facilmente em qualquer categoria.

Em uma tarde sombria de abril, a cantora e compositora recebeu mais uma interlocutora no estúdio de gravação que ela construiu no piso superior de um estábulo para cavalos em Nashville; a decoração alterna tons de marrom e bege, e há placas antigas anunciando postos de gasolina e perfumes instaladas por sobre a madeira e couro.

Ela usava uma camisa xadrez azul e jeans desbotados, e um de seus pés, calçados em botas Timberland, balançava levemente, apoiado sobre uma recente adição ao saloon do estúdio: uma velha estante de revistas que Crow resgatou de um lugar importante em sua infância, em Kennett, Missouri, e enfeitou com edições antigas das revistas Rolling Stone e Cream. Calorosa e franca, ela imediatamente se abriu sobre o seu mundo, brincando sobre o recente leilão de algumas de suas propriedades (incluindo "bonecas pavorosas") e recorrendo à assistente digital Siri para conversar, via FaceTime, com seu filho mais velho, que estava em casa doente e não tinha ido à escola.

"Quando meu empresário me procurou e disse, no início da pandemia, que achava que era hora de fazermos um documentário, minha primeira reação foi, mas eu ainda nem estou morta", disse Crow. Ela devorou documentários durante o lockdown, no entanto, e disse que o filme sobre a banda The Go-Go’s "me fez repensar sobre quem elas foram".

"Há muitas pessoas que têm noções preconcebidas sobre quem eu sou, com base em algumas de minhas canções, que tinham um som alegre", ela acrescentou, em uma conversa por vídeo dias mais tarde. Ela quer que os espectadores "vejam que existe uma pessoa por trás de tudo aquilo", e que saibam que "uma mulher, em um negócio dirigido predominantemente por homens, tem muitas histórias a contar que ainda podem ressoar".

Sob quase qualquer critério, Crow é uma gigante do rock. Ela teve 19 canções na parada Hot 100 da Billboard, quatro das quais entre as 10 mais. De seus 10 álbuns de estúdio originais, oito chegaram à lista dos 10 mais vendidos e cinco ganharam discos de platina. Ela ganhou nove Grammys. Sua voz cristalina tem um lado melancólico e, embora Crow prefira manter seu humor cortante sob controle, ela é rápida no gatilho.

"Descrevo pessoas como ela com a expressão ‘feitas de música’", disse o astro country Chris Stapleton em uma entrevista por telefone, pouco antes de Crow subir ao palco com ele em um show no Kentucky, no final de abril. "Acho que ela é uma das melhores que já tivemos, e que teremos".

Mas ao mesmo tempo Crow sempre pareceu um pouco fora de sincronia com o momento. Ela lançou discos secos, com uma sonoridade clássica, quando o rock estava puxando para o grunge, ou entrando em seu "revival" da década de 2000. A persona que ela adota sempre foi mais acessível do que misteriosa. Ao longo dos anos, ela se tornou uma artista tão incorporada à tapeçaria do cancioneiro americano que terminou por se tornar parte do padrão. De certa maneira, sua onipresença, longevidade e fluidez de estilos a levaram a ser subestimada. Mas Crow tem muitas jovens compositoras como fãs ardorosas, o que demonstra que ela serve como um vibrante elo de conexão entre o passado e o futuro da música. O ponto é que o mundo, e às vezes até mesmo Crow, precisam ser lembrados desse fato, de vez em quando.

Bonnie Raitt foi a primeira mulher que Crow viu com uma guitarra nas mãos e liderando uma banda. "E aquilo mudou a maneira pela qual eu me via", ela disse. A música era uma constante desde sua infância, em uma casa que ela descreve como "muito parecida com a da Família Dó-Ré-Mi". Crow foi professora de música em uma escola primária em St. Louis, e cantava em jingles publicitários para suplementar sua renda. Com o dinheiro que ganhou cantando em um comercial para o McDonald’s, ela decidiu se mudar para Los Angeles, buscando uma carreira nos palcos.

Ela estava enfrentando dificuldades para se bancar quando apareceu sem ser convidada em uma audição de vocalistas de apoio para Michael Jackson, e conseguiu uma vaga na banda que o acompanhou durante a turnê do álbum "Bad". Entre o final de 1987 e o começo de 1989, ela dividiu o microfone com ele em um dueto a cada show, cantando "I Just Can’t Stop Loving You", usando um penteado que deixava seus cabelos enormes. Ela aprendeu a se posicionar diante de uma audiência, durante a turnê, e foi nela que conheceu seu empresário, Scooter Weintraub.

Mas a turnê também foi um curso relâmpago sobre o lado sombrio da indústria da música. Jornais sensacionalistas inventaram um relacionamento romântico entre ela e Jackson. Havia crianças pequenas viajando com a turnê. "Testemunhei algumas coisas que, para mim, eram extremamente desconcertantes", ela disse. E quando as revelações surgiram, ela acrescentou, mencionando o documentário "Leaving Neverland", de 2019, que acusou Jackson de conduta imprópria, "eu me senti muito triste, porque conheci aqueles homens quando eles eram meninos pequenos".

O empresário de Jackson, Frank DiLeo, prometeu que faria de Crow uma estrela, sob a condição de que ela fizesse sexo com ele, disse Crow. Depois de consultar um advogado cuja orientação foi "há pessoas que dariam a vida para estar na mesma situação que você", ela diz no documentário, Crow entrou em depressão.

Mas sua determinação por fim a tirou do desânimo. Crow batalhou, e conseguiu impressionar pessoas o bastante para conseguir um contrato para um disco, na gravadora A&M, mas o resultado do trabalho, muito comercial, não lhe pareceu autêntico, e a gravação não foi lançada. Por fim, sua estreia veio de forma mais orgânica: ela estava tocando com um músico chamado Kevin Gilbert (com quem também namorava), e ele começou a leva-la às "jam sessions" que fazia regularmente com outros músicos, ocasiões que se tornaram conhecidas como o Tuesday Night Music Club. As sessões de improviso se tornaram um laboratório para o primeiro álbum de Crow, produzido por Bill Bottrell, um dos participantes do Tuesday Night Music Club.

Eles gravaram "All I Wanna Do", com Crow cantando-recitando um poema de Wyn Cooper. "Leaving Las Vegas" tomava seu título de empréstimo de um livro de John O’Brien, escritor então desconhecido e amigo de um dos músicos. Quando a canção decolou e Crow a cantou no programa de David Letterman, sua resposta descuidada a uma pergunta sobre se a canção era autobiográfica enfureceu alguns de seus colaboradores, que insinuaram que ela estava assumindo crédito demais pelo trabalho. Semanas mais tarde, O’Brien se suicidou.

"Eu me afundei em um buraco", ela diz no filme, caindo em lágrimas. (Em uma entrevista à revista Rolling Stone, em 1996, a família de O’Brien absolveu Crow de qualquer responsabilidade.)

Não havia questão sobre a autenticidade de duas das canções do álbum "Tuesday Night Music Club", inspiradas pelo assédio sexual que ela disse ter sofrido durante sua turnê com Jackson. "The Na-Na Song" menciona DiLeo nominalmente. "Achei que ninguém, na terra ou no céu, ouviria aquele disco", disse Crow. DiLeo ameaçou processá-la, e Crow se preparou para o pior. Mas DiLeo jamais abriu um processo, e morreu em 2011. Aos 31 anos, depois de um álbum que valeu um disco de platina séptuplo, Sheryl Crow enfim estava no topo.

No piso superior do estúdio de Crow, uma cena curiosa estava se desenrolando. Crow, com um violão nas mãos, estava sentada diante de seu veterano parceiro de composição, Jeff Trott, que segurava uma guitarra e tentava tocar o riff de "Maybe Angels", a canção de abertura do segundo disco da cantora.

"Estou complicando demais a coisa", ela disse, tirando dois anéis e estendendo seus dedos fortes sobre o braço do violão. O amigável Trott, usando uma camiseta polo azul e um chapéu de aba fina, respondeu que a culpa era dele, por ser "um guitarrista vagabundo".

A reação de Crow àqueles que questionavam sua autoria das composições de seu primeiro disco foi produzir sozinha seu segundo álbum, "Sheryl Crow", no qual ela toca guitarra, baixo e diversos teclados. O disco incluía "If It Makes You Happy", uma canção sobre deixar de lado as amarras que se tornaria uma das assinaturas da cantora; "Love Is a Good Thing", que levaria o grupo Walmart a proibir a venda do disco em suas lojas porque a letra vinculava a empresa à violência causada pela venda de armas; e "Everyday Is a Winding Road", uma canção que cimentou a admiração de Prince por Crow. (Eles se conheceram em um evento da VH1, e ele elogiou muito a música, enquanto os dois assistiam a um ensaio de George Michael e Elton John.)

Ela também foi aceita como espírito irmão pelos Rolling Stones, Bob Dylan, Emmylou Harris e Johnny Cash, entre outros. Em um email, Willie Nelson afirmou que "ela tem uma voz linda e é um ótimo ser humano".

Annie Clark, que grava com o pseudônimo St. Vincent e colaborou em uma das faixas de "Threads", disco de Crow de 2019, não se surpreende. "Penso em Sheryl como um dos grandes compositores americanos, como Tom Petty", disse Clark. "Ela segue seu próprio caminho".

Clark ficou impressionada com o comportamento de Crow em um evento beneficente a que as duas compareceram. "Ela é cool, como é normal em uma pessoa que viu e fez tantas coisas, mas também perceptiva e calorosa", disse a cantora. "Ser cool é efêmero, mas ela é cool".

Stevie Nicks chama o relacionamento entre as duas de "uma das amizades mais importantes de minha vida". As cantoras gravaram juntas uma versão de "Strong Enough", balada de Crow que questiona se um homem é capaz de acompanhar uma mulher forte, e Nicks descreve a canção como "nosso ‘Landslide’" –uma canção emotiva e que entusiasma a plateia. Como cantora que ganhou fama inicialmente no grupo Fleetwood Mac, Nicks está bem ciente do fardo adicional que Crow precisa carregar. "Eu adorava ser parte de um time", ela disse. "Mas quando você é artista solo, tudo depende de você. E se alguém escreve algo de negativo, está escrevendo sobre você. Isso pode intimidar".

Crow não se encaixava bem no cenário do rock do começo da década de 1990, que favorecia bandas de som bruto como o Hole. A gravadora decidiu promovê-la primeiro nas rádios alternativas, "porque eram o único lugar que tocava rock", ela disse. "E eu ficava me perguntando se era uma artista alternativa". A canção "All I Wanna Do" foi grande sucesso nas rádios pop, mas isso a expôs a uma concorrência diferente.

"Em 2002, quando Britney Spears, Christina Aguilera e aquelas jovens mulheres todas estavam fazendo um sucesso gigante, tomando controle do rádio, eu estava chegando aos 40 anos", ela disse. "Como continuar fazendo o que você faz e ainda assim manter a relevância?" Ela lançou o álbum "C’mon C’mon", naquele ano, que incluía "Soak Up the Sun", uma de suas composições mais grudentas e felizes. Mas a gravação do álbum, em contraste, "foi dolorosa e cara".

Os perfis iniciais de Crow se fixavam em sua motivação e profissionalismo. "Determinada" era o adjetivo ligeiramente maldoso que costumava ser mais usado. Depois que ela chegou ao sucesso, o foco com relação a ela passou a ser a família –ou melhor, a questão de quando ela formaria uma família. Crow mesma legitimou essa narrativa ao enfatizar em um episódio de "Behind the Music", em 2002, que queria encontrar espaço para um marido e filhos.

Ela viveu por 22 anos em Los Angeles, e se tornou integrante ativa da lista de celebridades de primeira linha da cidade. (Crow riu ao lembrar um jantar cujos convidado eram Warren Beatty, Vincent Gallo, Marianne Faithfull e John Travolta.) E costumava namorar homens muito visíveis, o que atraía atenção ao lado não musical de sua vida, e sofreu diversas decepções amorosas.

"Ser vulnerável diante de alguém é algo que envolve muitas coisas, e eu não era muito boa nisso", ela disse. "E por isso escolhia pessoas que meio que me atropelavam, me diminuíam. E não por culpa delas. Era simplesmente o jeito de ser dessas pessoas".

Seu terceiro noivado, com o ciclista Lance Armstrong, terminou em 2006, em meio ao escândalo de doping em que ele se envolveu. Pouco depois da separação, Crow teve diagnosticado um câncer de mama. A fama se tornou venenosa. "Havia paparazzi fotografando a casa, e eu perdi toda a fé na humanidade", ela disse. "Mas depois disso veio uma mudança, e eu pensei que, OK, as coisas estavam de novo em perspectiva. Foi a primeira vez que me senti adulta. Você pode ser uma estrela do rock e nunca amadurecer".

Pouco mais tarde, ela se mudou para Nashville e adotou seu filho mais velho, Wyatt. (Levi chegou três anos depois.) Fechando o círculo, ela se reuniu com Bottrell, do Tuesday Night Music Club, para seu álbum "Detours", de 2008. Dois anos mais tarde, a gravadora não renovou seu contrato. Crow se sentiu magoada, e livre.

"Não existia dúvida em minha mente de que havia toda uma vida diante de mim, e que meu melhor trabalho ainda estava por vir", ela disse. "E continuo a sentir a mesma coisa". Ela definiu "Threads" como seu último álbum, mas está determinada a continuar lançando música em outros formatos, o que inclui três canções novas na trilha sonora do documentário. "O mundo está mudando, e eu estou abrindo mão".

Crow é uma mãe dedicada, e interrompeu nossas entrevistas para pegar Levi, 11, na escola, e ajudar Wyatt, 14, em uma aula de piano. Ela o ajudou gentilmente a tocar o "Canon" de Pachelbel; Wyatt parecia tão satisfeito quanto qualquer adolescente obrigado a praticar um instrumento diante de um completo desconhecido estaria.

Crow acompanhou Wyatt em uma recente viagem a Washington, e pôde recordar algumas de suas realizações: ela depôs em audiências do Congresso sobre direitos autorais e questões ambientais; e cantou com Stevie Wonder na inauguração do monumento de Martin Luther King.

"Eu cheguei a um ponto em que meus filhos não sabem mesmo quem eu fui –entendem que fui famosa", ela tinha dito, mais cedo. Mas a fama, é claro, é sempre só uma parte da história.

"Ela recebeu o crédito que merecia, por todos esses anos? Não, não acho que tenha recebido", disse Nicks. Mas as canções de Crow perduram em um ambiente difícil de definir: ela não se tornou objeto de devoção na mídia social e sua carreira não passou por uma retomada brilhante, mas sua música ainda assim deixou marcas profundas nas gerações mais jovens.

Bethany Cosentino, 35, cantora e guitarrista da banda Best Coast, dissecou a música de sua heroína em um episódio de 4 horas e meia de duração do podcast "Bandsplain", alguns meses atrás. Sophie Allison, 24, que grava com o pseudônimo Soccer Mommy, disse que "ela teve tantas canções que se tornaram sucessos gigantescos que, pelo menos para alguém de minha idade, é impossível ter crescido sem ouvir algumas dessas músicas". Ela acrescentou: "Ela tem o tom de dizer coisas difíceis, mas de fazer parecer que aceita esse fato e que está satisfeita com essa aceitação difícil".

A durabilidade de Crow diante dos revezes e sexismo que enfrentou é uma das mensagens que a documentarista Scott espera que os espectadores recebam ao assistir ao filme. "Ela nunca desistiu", disse a diretora. "Em cada situação, ela sempre se recuperou, se reequilibrou e voltou por cima". Revisando aqueles momentos de ruptura e recuperação intensas, os olhos de Crow se enchem de lágrimas. "Ao refletir agora, me vejo de modo muito diferente", ela disse. "Vejo-me como pessoa, e não como aquilo que eu via na época, ou seja, uma artista e uma mulher que liderava uma companhia".

Crow sempre soube que contava com o apoio daqueles que a antecederam na música. Descobrir que tantos artistas jovens a admiram foi positivo. "Significa muito para mim", ela disse, "porque espero, no fim, que as pessoas, especialmente as mulheres mas jovens que me admiram, possam ver que, se você persistir, se você se mantiver interessada e curiosa e destemida quanto ao que está escrevendo e experimentando, é possível que daqui a 30 anos você ainda esteja por aqui".

Em uma entrevista de 1998 que ela provavelmente não leu, Crow propôs a a ideia de que o rock é uma rebelião de jovens, o epitome do Nós contra Eles. "E eu um dia vou me tornar a presidente do Eles", disse a cantora, agora, rindo, mas talvez reconhecendo a lição que sua carreira ensina: o benefício de estar sempre um pouco fora de sincronia com o seu momento é que o tempo já não importa.

Traduzido originalmente do inglês por Paulo Migliacci

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