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De zagueiro a modelo na São Paulo Fashion Week: conheça a trajetória de Eduardo Rosa

Gaúcho de Campo Bom já desfilou para Emilio Pucci, em Milão

Eduardo Rosa deixou o futebol para se dedicar à carreira de modelo
Eduardo Rosa deixou o futebol para se dedicar à carreira de modelo - Instagram/Eduardo
Karina Matias
São Paulo

Até os 18 anos, Eduardo Rosa sonhava em ser jogador de futebol. Uma lesão na coluna, no entanto, mudou os seus planos. Enquanto estava afastado do mundo da bola, ele passou a acompanhar a irmã mais nova em concursos de beleza.

Foi em um desses que o gaúcho da cidade de Campo Bom –"mesmo lugar em que nasceu a atriz Bárbara Paz", lembra ele– foi convidado por uma agência para fazer testes para ser modelo. Não era a primeira vez que o jovem de 1,89 m de altura ouvia que deveria tentar a carreira na moda.

"Acompanhando a minha irmã, comecei a pegar gosto por aquele universo e ouvia de muita gente: 'Você tem perfil de modelo, tem que tentar ser modelo'.'

A tentativa deu certo e logo Rosa se mudou para São Paulo, contratado pela agência JOY. Para ele, a transição dos gramados para as passarelas não foi traumática. "Foi gratificante, porque cresci como modelo e como pessoa."

O modelo chegou a jogar como zagueiro no Campeonato Gaúcho Sub 20, defendendo o 15 de Novembro, clube da sua cidade natal. A ideia era seguir os passos do primo Neto Gaúcho, jogador profissional de futebol que disputou a série A do Campeonato Brasileiro pelo São Caetano, de São Paulo.

"Sempre gostei de futebol, ainda gosto e tentei ser jogador como milhões de jovens tentaram", disse ele, que torce para o Grêmio.  

Para Rosa, apesar de serem profissões muito diferentes, as duas têm desafios semelhantes. O principal deles é enfrentar rejeições, seja nas peneiras dos clubes ou nos castings para os desfiles. "Como modelo, a gente recebe muito mais não que sim. E isso é uma realidade para todo modelo: da Gisele Bündchen a qualquer outro. É igual no futebol, quando você faz uma peneira para entrar em um clube", compara.

"A maior dificuldade é você assimilar isso não como uma barreira, não como algo que te tiraram, mas como uma chance de aprender, de crescer e, da próxima vez, estar melhor, mais experiente e preparado", completou. 

Hoje, aos 22 anos, Rosa já comemora conquistas na profissão. O grande marco, destaca ele, foi desfilar para a grife italiana Emilio Pucci, em Milão. "Eles não costumam colocar homens na passarela em todas as temporadas. Além disso, fui o único new face (modelo em início de carreira)", afirmou.

Ele também já estampou editoriais em revistas como Esquire e Vanity Fair. Na sexta-feira (26), ele participou pela segunda vez da São Paulo Fashion Week, desfilando para a marca Mipinta. 

Para ele, a semana de moda paulistana é uma grande oportunidade de aprendizado. A sua estreia na passarela do evento foi no ano passado, para a grife João Pimenta. "Aprendi a melhorar o meu desfile aqui. A São Paulo Fashion Week me preparou para enfrentar qualquer passarela do mundo". 

Para Rosa, o melhor de ser modelo é poder viajar e conhecer outros lugares e culturas. "Quando eu era criança nunca imaginei conhecer certos lugares, como São Paulo, por exemplo. Eu nunca imaginei conhecer o Coliseu, a Torre Eiffel, ver o museu do Louvre, e ser modelo é uma profissão que acaba te dando essas oportunidades", concluiu 

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