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Miss Brasil Júlia Horta diz que Brasil perde em não ter representante no Miss Universo em 2020

Band não renova com Polishop, e país não participará do concurso

Júlia Horta - Instagram/juliahorta
 
Fábio Luís de Paula
São Paulo

Na manhã desta quinta (18), a Band anunciou o fim da parceria com a varejista Polishop para a realização do Miss Brasil, assim como seus desdobramentos estaduais e adjacentes. 

Segundo nota enviada ao F5, a TV ainda é detentora dos direitos da franquia no país mas, mesmo assim, não deve realizar a disputa no ano que vem. Portanto, o país não deve ter representante no Miss Universo 2020.

“Eu espero que mude. Seria muito triste não ter uma representante brasileira no Miss Universo, que é um concurso bastante importante para tantas meninas no país”, disse em conversa exclusiva com o F5 a atual Miss Brasil,  a mineira Júlia Horta, 24.

“Fico chateada [com o fim da parceria], pois nos últimos anos vi que o concurso deu uma repaginada e melhorou. Acho que a Polishop trabalhou muito bem e contribuiu para isso”, analisa. 

Segundo a miss, ela segue com apoio da Polishop. “Estão comigo até depois do Miss Universo”, conta. O certame ainda não tem data e local anunciados, mas deve acontecer até o fim deste ano. 

“Estou a todo vapor, me preparando em todos os sentidos possíveis. Estudando muito inglês, pois acho que a oratória é um ponto forte meu, fazendo aulas de passarela, terapia e coach. Também cuido da estética e já estou vendo os vestidos para o internacional. Além disso, meu projeto social está finalmente saindo do papel. Tem muita coisa legal vindo por aí”, disse Horta.

Jornalista e influenciadora digital, a beldade é a 65ª beldade brasileira a ostentar a coroa. Firme, segura e desembaraçada, conquistou o júri e o público do nacional, em março passado, com discurso feminista, politizado e social. 

Cinco misses foram eleitas para o posto durante o período da parceria, chamado de “era Polishop” . Além de Horta, as outras vencedoras são a amazonense Mayra Dias (2018), a piauiense Monalysa Alcântara (2017), a paranaense Raíssa Santana (2016) e a gaúcha Marthina Brandt (2015). 

Entre nomes famosos que desfilaram pelas passarelas do evento estão Vera Fischer (1969), Renata Fan (1999). Grazi Massafera (2004), Natália Guimarães (2007), Rayanne Morais (2012) e Vivian Amorim (2012).

 

Fim da parceria

“Após oito anos realizando e exibindo os concursos Miss São Paulo e Miss Brasil, cinco dos quais ocorreram por meio de uma sólida parceria com a Polishop, a Band comunica que não houve renovação do contrato, o qual termina este ano", afirma a nota. "Por essa razão, a Band não realizará a temporada 2020 e, por consequência, não exibirá seus famosos concursos de beleza".

Ambas as empresas estavam em processo de renegociação de contrato desde abril. Elas firmaram, em 2014, um contrato de cinco anos, renováveis por mais cinco. Desde então, o certame adotou a alcunha de Miss Brasil Be Emotion, para promover a linha de cosméticos da Polishop.

Assim, a partir de agora, Band e a Polishop deixam de ter qualquer responsabilidade acerca da realização dos concursos estaduais ou nacional que tenham relação com a cadeia de concursos Miss Universo 2020 -- isso inclui qualquer responsabilidade de realização ou de apoio aos concursos estaduais relativos à temporada 2020, mesmo que aconteçam durante o ano de 2019.

Em entrevista exclusiva ao F5, em março deste ano, o dono da rede de varejo, João Appolinário, afirmou que a empresa tinha interesse na renovação e que investiu R$ 35 milhões na disputa.

Procurado para comentar, Appolinário está em viagem ao exterior, segundo informa sua assessoria.

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