Estilo

Linha de beleza parceira do Miss Brasil afirma que investiu R$ 35 milhões e trouxe glamour de antes

Dono da Polishop, João Appolinário diz que deve renovar contrato

Candidatas à Miss Brasil 2019
Candidatas à Miss Brasil 2019 - Divulgação
Fábio Luís de Paula
São Paulo

O concurso Miss Brasil chega ao seu quinto ano de parceria com a linha de cosmético Be Emotion, da empresa Polishop com saldo positivo para os dois lados, segundo avaliação de João Appolinário, proprietário da rede de varejo. 

"Conseguimos melhorar a imagem do concurso, que voltou a ter o glamour de antes, além de alcançar a exposição esperada da marca Be Emotion", afirma o empresário, que afirma já ter sido investido R$ 35 milhões na disputa de beleza, que adquiriu a alcunha de Miss Brasil Be Emotion. 

"Pegamos uma marca que estava nascendo, praticamente desconhecida, e juntamos com o licenciamento no país de uma das marcas mais importantes do mundo, que é o Miss Universo. Tivemos uma entrada municipal, estadual e nacional da Be Emotion e pudemos, assim, criar uma capilaridade grande e gerar uma presença consideravelmente forte no país", explicou o empresário à Folha.

A Polishop tem investido de R$ 6 milhões a R$ 8 milhões por ano no concurso, de acordo com Appolinário. Só com o evento da final deste ano e suas etapas, foram gastos entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões. A edição de 2019 acontece às 22h deste sábado (9), em São Paulo, com transmissão da Band. 

"Quando fechamos o contrato, acordamos cinco anos renováveis por mais cinco. A renovação deve começar a ser discutida com a Band agora, depois de concluirmos o evento da final. Mas, a princípio, do nosso lado deve se renovar sim", afirmou.

Segundo João, a conclusão dessa primeira etapa de contrato elegeu mulheres de perfis diferentes que mostram a diversidade da mulher brasileira. A final contará com 27 mulheres, representando os 26 estados brasileiros e o distrito federal. 

MISS TRANS

Este janeiro, foi a primeira vez que o Miss Brasil teve uma candidata trans, em 65 anos de história. Náthalie de Oliveira, 24, não levou o título carioca, mas se tornou a precursora e abriu precedente para que novas mulheres trans entrem na disputa.

"Nós previmos que teríamos inscrições de mulheres trans após a participação da espanhola [Angela Ponce] no Miss Universo 2018. O mundo vem passando por diversas transformações, e a entrada de uma candidata transgênero no concurso vem a acompanhar isso. Por esse motivo, não faz sentido para nós barrarmos qualquer candidata trans. Até mesmo por quê, no Miss Universo isso já é possível e temos que seguir as regras lá de fora", comenta o empresário.

Com a notícia da participação trans na etapa fluminense do concurso, uma colunista publicou em janeiro que a organização do Miss Brasil cogitava realizar o Miss Universo 2019 no Brasil, mas Appolinário nega a possibilidade por ora.

"Toda essa relação com o Miss Universo é feita pela Band. O que sei é que sempre existe essa vontade de trazer o Miss Universo para o Brasil, que aconteceu a última vez em 2011. Mas, até o momento, não existe nada acertado".

João Appolinário acompanhado das quatro últimas vencedoras do Miss Brasil. Da esq para a dir: Marthina Brandt (Miss Brasil 2015), Raissa Santana (2016), Monalysa Alcântara (2017) e Mayra Dias (2018).
João Appolinário acompanhado das quatro últimas vencedoras do Miss Brasil. Da esq para a dir: Marthina Brandt (Miss Brasil 2015), Raissa Santana (2016), Monalysa Alcântara (2017) e Mayra Dias (2018). - Divulgação/Miss Brasil

DESAFIOS DA ERA POLISHOP

Ainda de acordo com o empresário, entre os maiores desafios encontrados com o miss estão a lisura de cada etapa e monetizar os eventos.

"Fazer o concurso 100% transparente nas 27 localidades em que ele acontece é um desafio que fazemos questão de cumpriR. Hoje, o Miss Brasil está muito mais estruturado e organizado, e seguimos com esse trabalho para que ele se torne um negócio. Sabemos que monetizar é muito difícil, sem contar que, desde que assumimos, o Brasil vem passando por grandes dificuldades economicamente falando. Sem uma marca para investir não seria possível realizar o miss dessa maneira", analisou.

Como parte das mudanças, o Miss Brasil de Appolinário tem sido transmitido ao vivo pela Band, direto de uma das convenções nacionais de vendedores e associados da Polishop. Para ele, é uma ação benéfica pois na convenção já existe uma estrutura montada com palco de 500 m2 e painéis de led de 300 m2.

Chamada de "era Polishop" pelos especialistas do setor, as disputas comandadas pela empresa, inclusive a deste ano, não tiveram venda de ingressos para o público e contaram apenas com a "turma do João" na plateia: um público estimado em 15 mil pessoas, que se empolga e torce pelas conterrâneas que desfilam.

Com 3.500 funcionários diretos e mais de 200 mil vendas por mês, a Polishop foi fundada no ano 2000 e atualmente é a maior empresa multicanal do mundo e opera por meio de uma grande rede de comunicação, distribuição e vendas, que incluem quase 300 lojas físicas, e-commerce, TV, catálogo de produtos e contact center.


 

Final do conteúdo

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem

Últimas Notícias