Tony Goes

'Vikings' entra na reta final com novos personagens e cenários exóticos

Sexta e última temporada da série estreia nesta quinta (5) no Brasil

Cena da série "Vikings"
Cena da série "Vikings" - Divulgação
São Paulo

A Idade Média está chegando ao fim na televisão? Em maio passado, “Game of Thrones” (HBO), no ar desde 2011, terminou depois de oito temporadas. Nesta quinta (5), começa a sexta e última fase de “Vikings”, sua mais ilustre descendente. O canal Fox Premium 2 exibe em sequência, a partir das 23 horas, os dois primeiros episódios, dos 20 que ainda faltam à saga.

Consegui assistir antes a ambos, “Novos Começos” e “O Profeta”, e também ao terceiro, “Fantasmas, Deuses e Cães Correndo”. E tenho a satisfação de anunciar que, como já aconteceu com diversas outras séries, “Vikings” recuperou o fôlego ao entrar na reta final.

A quinta temporada acabou com Bjorn (Alexander Ludwig) derrotando seu irmão Ivar, o Desossado (Alex Høgh Andersen) e expulsando-o de Kattegat, no que é hoje a Noruega. A sexta abre com o ex-rei aleijado percorrendo o que seria, segundo um letreiro que aparece na tela, a lendária Rota da Seda: o caminho das caravanas que seguiam da China para a Europa, desde tempos imemoriais.

A Rota da Seda tinha várias ramificações, mas nenhuma das mais conhecidas chegava até a Escandinávia. Para aumentar a imprecisão histórica, Ivar e seu cortejo passam por um animado mercado, onde estão à venda itens como macacos e uma arara sul-americanos, algo impossível na Europa medieval. Mas o rigor nunca foi o forte de “Vikings”, apesar da série jamais ter se aventurado pela fantasia pura e simples.

 

Ivar logo é capturado pelos russos, os ancestrais dos modernos russos, e levado ao príncipe Oleg de Novgorod (o ator russo Danila Kozlovsky). A princípio, o nobre tem dúvidas a respeito da identidade de seu prisioneiro. Mas não demora para acreditar que a chegada de Ivar seja um bom presságio – afinal, o viking aleijado pode se tornar uma ferramenta muito útil para sua sonhada conquista da Escandinávia – e o leva para sua capital, Kiev, no que é hoje a Ucrânia.

Sem um pingo de escrúpulos, mas com um sorriso sedutor, Oleg é a melhor novidade desta sexta temporada. Um aliado perigoso para Ivar, que também sonha em se vingar do irmão. Suas maldades são terríveis (e, claro, divertidas para o espectador).

Enquanto isto, as coisas não estão assim tão interessantes em Kattegar. A mãe de Bjorn, Lagertha (Katheryn Winnick, jovem demais para o papel), diz que se cansou de tudo e se recolhe a uma casa de campo, mas seu sossego não dura muito. Já para Bjorn o caldo só começa a engrossar no terceiro episódio, quando ele parte em socorro de um antigo inimigo e acaba caindo em uma armadilha.

A sexta temporada de “Vikings” será dividida em duas fases. Haverá um hiato depois da exibição dos dez primeiros episódios, e os dez seguintes só irão ao ar em meados de 2020. Vai ser um longo adeus para uma das séries mais marcantes da década, que parece ter reencontrado suas virtudes à medida em que aproxima sua hora de ascender ao Valhala.

Tony Goes

Tony Goes tem 60 anos. Nasceu no Rio de Janeiro, mas vive em São Paulo desde pequeno. Já escreveu para várias séries de humor e programas de variedades, além de alguns longas-metragens. E atualiza diariamente o blog que leva seu nome: tonygoes.com.br

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