Tony Goes

Saiba quem pode vencer o "BBB13" e como

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Existem três estratégias básicas para se ganhar um "reality show" de confinamento.

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Todos os campeões do "BBB", da "Fazenda" e similares seguiram uma delas, ou uma combinação delas. Alguns por pura sorte, especialmente nos primórdios do formato.

Hoje em dia, mais de uma década depois, os candidatos mais espertos escolhem de maneira consciente o personagem que irão encarnar diante das câmeras. São eles:

A apaixonada - O exemplo clássico é Bárbara Paz, que encantou o público com seu amor por Supla na primeira "Casa dos Artistas" (SBT), em 2001. A atriz não fingiu: estava mesmo apaixonada pelo cantor, apesar do namoro não ter ido adiante depois que a competição terminou. Bárbara não só faturou o prêmio máximo como consolidou a própria carreira. E seu caso serviu de matriz para muitos outros romances, espontâneos ou não.

O coitadinho - De origem humilde e infância sofrida, este guerreiro enfrentou inúmeros obstáculos para chegar até ali. É quem mais "merece" faturar a bolada, na percepção caridosa da audiência. Mara, do "BBB6", e Jean Wyllys, do "BBB5", se encaixam neste figurino, cada um à sua maneira. Muitos concorrentes ainda apelam a esta estratégia, quase que fazendo chantagem emocional com o telespectador. Mas, nos últimos anos, ela não tem funcionado --talvez pelo perfil predominante dos "brothers", cada vez mais bombados.

O macho-alfa - Diego "Alemão", do "BBB7", é o avatar por excelência deste perfil, o que mais acumula vitórias até hoje. Porque é irresistível para boa parte do eleitorado feminino: o rapaz branco de classe média, simpático, carismático, trabalhador. Ou seja, alguém com quem elas gostariam de se casar. Dourado, do "BBB10", e Fael, do "BBB12", são variantes, com diferentes graus de agressividade, deste autêntico protagonista de novela.


E agora vamos ao que interessa: quais dos atuais "brothers" e "sisters" se encaixam nestes moldes?

Vamos começar pelas mulheres. A seleção deste ano está mais "periguetícia" do que nunca. Todas são jovens, bonitas, saradas e cheias de amor para dar. Algumas são até parecidas entre si: já confundi Fani com Anamara mais de uma vez. E várias já começaram a dança do acasalamento, mesmo tendo deixado namorados aqui fora: elas sabem que um amor sincero e verdadeiro (pelo menos na aparência) dobra suas chances de chegar à reta final.

Mas por enquanto nenhum namoro engatou dentro da casa, porque os rapazes estão se fazendo de rogados. Eles parecem mais interessados em disputar a posição de macho dominante da matilha. Em vão, na minha opinião: Dhomini já ocupa este espaço, sem nem precisar fazer muita força.

Eu diria até que, neste momento, o ganhador do "BBB3" é o favorito desta edição. Claro que ainda faltam mais de dois meses, mas se o programa terminasse hoje, suspeito que ele seria o campeão.

Quem pode ameaçá-lo? Entre as "sisters", nenhuma. Entre os "brothers", enxergo três, todos novatos. O primeiro é Nasser, que mistura bom-mocismo com irreverência na dose certa. O segundo é Aslan: o pernambucano é, até o momento, o candidato gay menos espalhafatoso da história do "BBB". O espectador nem lembra que ele é homossexual, e isto pode ajudá-lo.

O terceiro é Ivan, o "coxinha-creme". O professor de inglês venceu a prova do líder de ontem graças a seu raciocínio, não à sua agilidade física. E raciocínio é uma arma relativamente inédita dentro da "casa mais vigiada do Brasil". Se Ivan chegar longe, um novo caminho para a vitória estará aberto.

Tony Goes

Tony Goes tem 60 anos. Nasceu no Rio de Janeiro, mas vive em São Paulo desde pequeno. Já escreveu para várias séries de humor e programas de variedades, além de alguns longas-metragens. E atualiza diariamente o blog que leva seu nome: tonygoes.com.br

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