Júlia Gama, Miss Brasil 2020 Marcelo Faustini/Divulgação

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A organização do Miss Brasil Universo revelou nesta semana informações inéditas sobre a próxima edição da competição. A final será em novembro —as possibilidades são entre os dias 11 e 14— e a bordo de um navio de cruzeiro. O anúncio foi feito por Marthina Brandt, diretora executiva da competição, em uma live surpresa nas redes sociais.

“É um evento bem diferente, pois nunca aconteceu em um navio. Estamos inovando! Vão ter várias surpresas e estamos muito felizes de poder reposicionar o Miss Brasil de uma outra forma, além de trazer um novo ar para o concurso”, afirma Brandt, em conversa exclusiva com o F5.

Segundo ela, que foi Miss Brasil em 2015, o confinamento começa em 2 de novembro, sendo parte dele cumprido ainda em terra. “A outra parte será no navio temático, que terá várias atrações e a final será uma delas. Terá Luísa Sonza, Luan Santana e muito mais. Tem muita coisa que não podemos falar ainda. Não é suspense, é questão contratual mesmo”, afirma.

A organizadora do cruzeiro é a empresa Promoação, que teve seu nome em evidência nas últimas semanas ao anunciar um cruzeiro temático com a apresentadora Xuxa Meneghel, 59. Ela também conta em seu portfólio com outras opções para o mar, como viagem de navio com o cantor Alexandre Pires, Wesley Safadão e outros.

Ainda na live, Brandt anunciou que, além de toda a preparação para o Miss Universo, a vencedora deste ano leva para casa uma série de prêmios, incluindo a bolsa para um MBA e R$ 50 mil em dinheiro. “Não revelamos todas as premiações agora, mas estamos animados com as possibilidades”, complementou.

Para esta edição, o processo seletivo para a nova Miss Brasil foi completamente renovado e será feito em sete etapas, sendo duas delas com votação popular. Brandt detalhou que o modelo deste ano foi inspirado nos processos realizados pelo Miss Universo em sua edição mais recente.

“A partir da próxima segunda (28) até o dia 30 de julho, qualquer menina interessada já pode fazer oficialmente sua inscrição no nosso site. Lá será o único caminho para se candidatar à coroa, não existe a possibilidade de fazer inscrições por terceiros”.

NOVO SISTEMA DE VOTAÇÃO

O novo processo de escolha da Miss Brasil é a primeira grande ação da atual organização brasileira do concurso, empossada no início de julho do ano passado e encabeçada pelo empresário gaúcho Winston Ling. A medida unifica as regras das etapas estaduais da competição, que antes eram variadas e nem sempre claras.

Antes, o evento era de responsabilidade da gigante Polishop que, por meio de sua marca de cosméticos Be Emotion, estabeleceu uma parceria com a Band TV --que já o transmitia desde 2003-- para realizar o concurso. A gestão durou de 2015 a 2019, quando a parceria foi desfeita e, poucos meses depois, Ling assumiu.

Pela nova regra, após o fechamento das inscrições no site, a organização vai avaliar e selecionar de 30 a 100 candidatas por estado --esse número varia de acordo com a população de cada localidade. O primeiro grupo de candidatas será, então, anunciado publicamente no dia 7 de agosto.

A partir daí, uma segunda etapa vai acontecer entre 9 e 21 de agosto afunilando ainda mais a disputa, elegendo 15 meninas para os estados menos populosos e 30 para os mais populosos. A escolha acontecerá em três frentes de votações: voto público pela internet, escolha do júri e o voto da organização local de cada estado.

Depois disso, com o grupo de candidatas oficialmente em mãos, o coordenador estadual terá duas opções: realizar um concurso presencial tradicional, que deverá ocorrer dentro das normas sanitárias, entre 27 de agosto e 10 de outubro, ou fazer um casting a portas fechadas para selecionar a miss, que é uma opção na pandemia.

Com o grupo das 27 misses eleitas, elas entram em confinamento no dia 2 de novembro e participam da agenda do concurso para que a eleita seja anunciada no cruzeiro. Em paralelo, de 12 de outubro a 11 de novembro, será aberta uma votação popular para escolher uma das garotas para entrar no Top 10.

A Miss Brasil representará o país no Miss Universo. A última candidata selecionada foi a gaúcha Júlia Gama, escolhida a portas fechadas por causa da pandemia. Na disputa internacional, realizada em maio, ela acabou batendo na trave e ficou em segundo lugar, perdendo a coroa para a mexicana Andrea Meza.

De faixa a coroa

Fábio Luís de Paula é jornalista especializado na cobertura de concursos de beleza, sendo os principais deles o Miss Brasil, Miss Universo, Miss Mundo e Mister Brasil. Formado em jornalismo pelo Mackenzie, passou por Redações da Folha e do UOL, além de assessorias e comunicação corporativa.
Contato ou sugestões, acesse instagram.com/defaixaacoroa e facebook.com/defaixaacoroa

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