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De faixa a coroa

Pela primeira vez em 70 anos, competição do Miss Mundo será num país latino

Porto Rico será a sede da edição, que acontece em 16 de dezembro

Toni-Ann Singh é a atual Miss Mundo, eleita em dezembro de 2019 Daniel Leal-Olivas-14.dez.2019/AFP

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A organização do Miss World, conhecido por aqui como Miss Mundo, confirmou a data e local da 70ª edição. O concurso será realizado perto do Natal, em 16 de dezembro, e pela primeira vez em um país latino como sede: Porto Rico. A detentora do título é a jamaicana Toni-Ann Singh, que ganhou a coroa em dezembro de 2019, em Londres.

O anúncio acontece dias depois de os organizadores do Miss Universo revelar a data de seu concurso para 16 de maio, na Flórida (EUA). Os certam es de beleza ficaram suspensos desde o auge da pandemia do novo coronavírus pelo mundo e, aos poucos, estão sendo retomados neste ano.

Vencedora do Miss Mundo 2016 e organizadora da futura edição, Stephanie Del Valle foi a responsável por dar as boas-vindas do certame. A miss revelou que a coroação será no palco do Coca Cola Music Hall, na capital San Juan, com transmissão da Telemundo.

"É uma grande oportunidade para projetar Porto Rico, especialmente em uma transmissão ao vivo para um público de dois bilhões de pessoas em mais de cem países onde a ilha terá destaque como destino turístico", diz Del Valle.

A 70ª edição do Miss Mundo vai concretizar um hiato de dois anos sem concurso em que a mineira Elis Miele, atual Miss Brasil Mundo, ficou em quinto lugar. Com isso, Singh deve ter um dos reinados mais longos da história do Miss Mundo.

A expectativa dos realizadores é que o certame gere renda e visibilidade para Porto Rico. Segundo nota oficial, as autoridades calculam investimento de US$ 15 a US$ 20 milhões (R$ 83,4 milhões a R$ 11,8 milhões), metade do governo local e o resto pela iniciativa privada.

O governo local ainda espera que a competição gere US$ 150 milhões (R$ 839 milhões) em publicidade para promover o turismo. A ilha caribenha vai receber o grupo de cerca de 120 candidatas a partir de meados de novembro, e as misses ficarão ali por cerca de um mês.

No período, elas vão participar de uma série de atividades e provas –talentos, esportes, top model, multimídia, beleza com propósito e entrevista. Todas essas etapas valem pontos que serão usados para a classificação. O show deve contar ainda com a presença de todas as rainhas anteriores da franquia, que serão convidadas especiais.

Ao longo do Miss Mundo apenas 15 latinas conseguiram vencer o concurso britânico. A Venezuela tem seis vitórias, seguida de Porto Rico, Peru e Argentina com duas cada uma. República Dominicana, México e Brasil ganharam apenas uma coroa –a nossa é de 1971, com a médica carioca Lúcia Petterle, em 1971.

A brasileira que defenderá nosso país em dezembro, entretanto, ainda não foi escolhida. O concurso nacional foi adiado algumas vezes por causa dos altos e baixos da crise do novo coronavírus no Brasil, mas está agendado para ocorrer em 19 de agosto, em Brasília.

De faixa a coroa

Fábio Luís de Paula é jornalista especializado na cobertura de concursos de beleza, sendo os principais deles o Miss Brasil, Miss Universo, Miss Mundo e Mister Brasil. Formado em jornalismo pelo Mackenzie, passou por Redações da Folha e do UOL, além de assessorias e comunicação corporativa.
Contato ou sugestões, acesse instagram.com/defaixaacoroa e facebook.com/defaixaacoroa

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