De faixa a coroa

Confira tudo o que esperar do mundo miss brasileiro em 2020

Especialistas dão pitacos, fazem apostas sobre o ano e elegem seus destaques

Imagem mostra mulher branca e cabelos lisos, de vestido azul, recendo uma coroa na cabeça, posta por outra mulher branca, com vestido bege
A mineira Elis Miele, 21, recebe a coroa de Miss Brasil Mundo da piauiense Jéssica Carvalho, 24 - Divulgação

Passada a temporada de concursos de beleza internacionais, que geralmente é de outubro a dezembro, voltamos à estaca zero da seleção. Teoricamente, agora os municipais começam a eleger candidatas aos estaduais que, por sua vez, devem ter suas representantes aos nacionais antes do fim do primeiro semestre. 

Como o Brasil não possui uma temporada especificada, as agendas das etapas variam bastante ano após ano. Prova disso é que já está marcada para o fim de janeiro a escolha da brasileira que vai representar o país no Miss Grand International. Outras competições tupiniquins ainda não possuem datas 100% definidas, mas já contam com expectativa positiva.

Apesar de nenhuma grande coroa para o país, as boas classificações de 2019 geraram uma onda de otimismo para o ciclo deste ano. O paranaense Paulo Filho, consultor de misses e proprietário do perfil de notícias Hora da Miss, considera que esse contexto estimula um possível aquecimento do mercado.

“Estamos na primeira quinzena de janeiro e já temos eventos agendados até julho. Isso nos faz entender que os organizadores estão planejando seus certames com maior antecedência para uma melhor entrega de show e maior captação de misses. O Mato Grosso do Sul, por exemplo, está fazendo um trabalho bacana de categoria de base, indo buscar candidatas para suas primeiras seletivas no interior do estado”, diz. 

Os resultados mais relevantes no ano passado foram duas colocações entre as cinco finalistas (top 5) no Miss Mundo, com a mineira Elis Miele, 21, e no Miss Grand International, com a paulista Marjorie Marcelle, 25. Nas outras grandes disputas, que são Miss Universo, Miss International, Miss Terra e Miss Supranational, não houve protagonismo.

Fora do circuito tradicional, houve também a vitória da gaúcha Joanna Camargo, 22, no Rainha Internacional da Pecuária, da goiana Lorrany Monteiro, 19, no Miss Tourism Metropolitan, e da rondoniense Amanda Costa, 24, no Rainha Internacional do Cacau.

Nesse cenário, Filho observa um crescimento considerável na procura de adolescentes para competições "teens" femininas. Para ele, esse desejo deve refletir em melhores nível e quantidade de candidatas para as disputas adultas nos próximos anos. 

O especialista João Ricardo Camilo Dias, curador do blog Miss Brazil On Board, concorda com Filho e aposta em uma nova onda de bons resultados em 2020. “Tivemos finalistas em grandes concursos internacionais. Isso é estimulante para que, principalmente nos estados de origem desses vitoriosos, a procura aumente e, assim, mantenha-se um nível bom”, observa.

DESTAQUE MASCULINO

Nos concursos masculinos, o destaque brasileiro foi maior do que o das mulheres. O carioca Ítalo Cerqueira, 27, brilhou com o segundo lugar do Mister Supranational, na Polônia, enquanto o paulista Carlos Franco, 27, foi um dos cinco finalistas do Mister World, em Londres. 

“Carlos, eleito em 2016, foi o mister que mais tempo esperou para competir no Mister Mundo. É um concurso dificílimo e ele não decepcionou com um honroso quinto lugar, depois de muitos anos que o Brasil não alcançava isso. Já Ítalo, que tem um perfil muito interessante, foi o melhor no nacional e isso se comprovou no Supra”, conta Dias. 

Para os homens, são considerados grandes disputas também o Mister Global, o Manhunt International e o Mister International.

“Fico feliz pelo maravilhoso ano que os representantes brasileiros viveram. Devido à maior exposição de mídia, vejo em 2020 que esse mercado pode caminhar em paralelo e atrair a busca de rapazes que já participaram de competições fitness, que é um ramo extremamente aquecido”, ressalta Filho.

O ponto de atenção que está deixando os fãs de cabelo em pé é a etapa nacional do Miss Universo. Desde que Band e Polishop desfizeram a parceria do “Miss Brasil Be Emotion”, o certame mais tradicional e popular no território nacional ficou sem planos de realização.

“Na prática, a Band disse que não vai fazer concurso e não vai mandar representante, mas mantém a franquia do Miss Universo. Tem alguma coisa que não encaixa nessa história, e vamos ter que esperar para ver no que isso vai dar”, conclui Dias.

De faixa a coroa

Fábio Luís de Paula é jornalista especializado na cobertura de concursos de beleza, sendo os principais deles o Miss Brasil e Miss Universo. Formado em jornalismo pelo Mackenzie, passou por Redações da Folha e do UOL, além de assessorias, como a da Fox.

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