De faixa a coroa

Tailândia, México e Porto Rico são os principais destaques do mundo miss em 2019

Venezuela, África do Sul, Jamaica e Brasil tiveram bom desempenho

A tailandesa Paweensuda Drouin, que ficou em quinto lugar no Miss Universo 2019
A tailandesa Paweensuda Drouin, que ficou em quinto lugar no Miss Universo 2019 - Elijah Nouvelage/Reuters

São considerados os concursos de beleza anuais mais importantes aqueles que entregam espetáculos grandiosos, têm uma grande quantidade e diversidade de candidatas e prezam pela idoneidade. As disputas femininas que se encaixam nesses critérios são os Miss Universo, Miss Mundo, Miss International e Miss Terra, além dos mais novos Miss Supranational e Miss Grand International.

A partir deles, observando-se os resultados finais da temporada de concursos em 2019, é possível concluir que o destaque do ano foi a Tailândia. O país do sudeste asiático conquistou duas das seis principais coroas, feito raro na indústria levando-se em conta que a concorrência, muitas vezes, beira ou extrapola a marca de cem candidatas.

Para se ter uma ideia, neste ano o Miss Mundo teve em 112 candidatas, enquanto o Miss Universo teve 90. As jovens tailandesas Sireethorn Leearamwat, 25, e Anntonia Porsild, 22, ostentam, respectivamente, os postos de Miss International e Miss Supranational.

Não menos importante, houve também as boas classificações de Arayha Suparurk, 25, terceiro lugar no Grand, e Paweensuda Drouin, 26, quinto lugar no Miss Universo. 

Ainda com olhar atento ao Top 5 dos certames mencionados, outros destaques foram os latinos México, Porto Rico e Venezuela. Os três voltaram a honrar seu peso de faixa com ótimas colocações nos eventos. 

Mexicana de Guadalajara, Sofía Aragon, 25, ficou em terceiro lugar no Miss Universo. Ao lado dela, Andrea Toscano, 20, e Maria Malo, 22, sagraram-se ambas vice campeãs, respectivamente, no Miss International e no Grand. As porto-riquenhas também não fizeram feio e foram lideradas pela vitória de Nellys Pimentel, 21, no Miss Terra, e pelo segundo lugar de Madison Anderson, 24, no Miss Universo. 

Apesar do êxito da venezuelana Valentina Figuera, 19, que abocanhou o trono de Miss Grand, o país –grande meca histórica das misses– teve um desempenho geral aquém do que está acostumado. Não foi finalista em nenhum outro dos grandes concursos deste ano, chegando apenas a semifinalista. 

Na mesma linha as Filipinas, considerada a "nova Venezuela" por suas recentes e notáveis conquistas, decepcionou e também não foi finalista em nenhum concurso. Em clima de Copa do Mundo, o arquipélago celebra suas misses como grandes celebridades e dão a elas todo apoio e patrocínio necessário durante a preparação.

Em todo o caso, sua presença no nicho dos concursos não pode ser jamais ignorada. Para se ter uma ideia, até o momento a Filipinas possui em seu currículo um honroso total de 15 coroas nas seis competições mencionadas. 

 

Embora não tenham nem chegado perto do título nos outros concursos, não se pode deixar de citar as vitórias da África do Sul no Miss Universo e da Jamaica no Miss Mundo. Mesmo tendo vencido as duas competições mais antigas, ambos os países foram exaustivamente celebrados por suas misses serem mulheres negras. 

Voltando a atenção para o Brasil, há muito do que se orgulhar. Mesmo não tendo se classificado no Supra, no Terra e no International, e do Top 20 no miss Universo, tivemos duas de nossas misses como finalistas. A mineira Elis Miele, 21, foi quarta colocada no Miss Mundo, enquanto a paulista Marjorie Marcelle, 25, chegou em quinto lugar no Grand.

 
 

De faixa a coroa

Fábio Luís de Paula é jornalista especializado na cobertura de concursos de beleza, sendo os principais deles o Miss Brasil e Miss Universo. Formado em jornalismo pelo Mackenzie, passou por Redações da Folha e do UOL, além de assessorias, como a da Fox.

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