Bate-Papo na Web

Senha não deve ser anotada em arquivos

Golpe que limpa contas bancárias usa falhas humanas como brecha

Como se proteger de ataques a contas bancárias no celular?
Como se proteger de ataques a contas bancárias no celular? - Ilustração Luciano Veronezi
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Não basta ter o celular roubado. Não basta ter o cartão clonado. Não basta cair no golpe do WhatsApp. Como revelou uma série de matérias do repórter Rogério Pagnan na Folha de S.Paulo no mês passado, agora os bandidos que surrupiam celulares conseguem também entrar nos aplicativos dos bancos e fazer uma limpa na conta das vítimas.

Teve gente que perdeu R$ 10 mil, R$ 20 mil, R$ 50 mil. Não só valores que estavam na conta, mas também por meio de empréstimos que os criminosos conseguiram fazer. Pode ser pior? Pode: nem todos os bancos têm devolvido o dinheiro, porque alegam que os aplicativos são seguros e não reconhecem nenhuma vulnerabilidade.

Como se proteger? Nova reportagem nesta semana mostrou que um dos métodos usados para invadir iPhones, segundo policial responsável pela prisão de uma quadrilha, não envolvia técnicas sofisticadas, mas sim uma conhecida falha humana: deixar senhas salvas em algum arquivo.

Nada garante que não existam outros métodos mais elaborados, mas pelo menos nesse caso podemos fazer a nossa parte e jamais salvar senhas em emails, WhatsApp, blocos de notas ou qualquer arquivo.

E o principal, que é bem óbvio, mas nestes tempos esquisitos é importante lembrar: não tenha o celular furtado por distração (se for roubo, por favor, não reaja). Quando andar por aí, não descuide nenhum segundo. E nunca, de jeito nenhum, caminhe olhando para a tela ou digitando no celular (além do risco de furto, você pode quebrar um pé, como já aconteceu com esta colunista). Segundo a polícia, os principais alvos dos bandidos são aparelhos que estão em uso, pois já estão desbloqueados e fica mais fácil ainda dar o golpe.

Enfim, se você for vítima, entre em contato imediatamente com o banco para bloquear a conta. Depois bloqueie o chip e o aparelho, ligando para a operadora. Neste link há outras boas dicas de prevenção.

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Alessandra Kormann é jornalista, tradutora e roteirista. Trabalhou sete anos na Folha.
Desde 2005, é colunista do Show!, do jornal Agora.

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