Cinema

Morena Baccarin diz que brasileiro se identifica muito com o humor negro do 'Deadpool'

Atriz diz que Xuxa e Meryl Streep são suas referências artísticas

A atriz Morena Baccarin no lançamento de "Deadpool 2" em New York
A atriz Morena Baccarin no lançamento de "Deadpool 2" em New York - Brent N. Clarke-14.mai.2018/Invision/AP

Janaína Ribeiro
São Paulo

Morena Baccarin, que interpreta Vanessa Carlysle,  a namorada do 'anti-herói' Wade Wilson protagonizado por Ryan Reynolds em "Deadpool", veio ao Brasil para divulgar a sequência do longa, que já soma cerca de US$ 783 milhões em bilheteria (R$ 2,9 bilhões). 

A sequência, que estreou em meados de maio, traz o mesmo humor grosseiro e o ritmo frenético do original. A atriz brasileira, que aos sete anos foi morar nos EUA, afirmou que os  brasileiros são os melhores na destreza de rir da própria desgraça (em alusão à crise política no Brasil).

Com cenas reduzidas na pele de Vanessa, se comparado ao primeiro filme, Baccarin afirma ter desafiado um medo: o de mergulhar em profundidade. Nessa sequência, a atriz teve que gravar embaixo d’água, porém todo trabalho técnico e emocional dela foi cortado na edição e não pode ser visto no cinema.

Antes do longa, Morena também fez participações para a TV em séries famosas como "The O.C.",  "How I Met Your Mother", "The Mentalist", "Homeland" –onde teve uma indicação ao –Emmy, e mais recentemente em "Gotham", que mostra a infância e juventude de Bruce Wayne, o Batman.

F5 – Como foi superar o medo nas cenas embaixo d’água?
Faço natação para exercício, então não tenho medo de água, mas, tenho medo de mergulhar profundamente. Morri de medo de fazer o treinamento de Scuba. Tive que sentar no fundo de uma piscina bem funda e ficar vários minutos respirando pelo aparelho e depois tirar o ar e dar para uma pessoa; depois pedia de volta e fazia tudo de novo.
Foram gravadas cenas de ação nesta piscina funda, então não foi fácil. E o pior foi que nada disso foi usado no filme. Mas enfim, faz parte, pelo menos venci meu medo. No primeiro filme também tiveram cenas cortadas, de quando fui capturada em uma cápsula. Treinei para pular nela, mas não usaram a cena, usaram outra. Talvez a minha não deve ter ficado tão boa.

O humor sarcástico do filme, que rompe com padrões e ri da própria desgraça, é melhor compreendido pelos brasileiros, já que os escândalos de corrupção no país cresce tanto quanto as páginas de humor sobre o tema?
Acho que o brasileiro se identifica muito bem com o humor negro do "Deadpool". Infelizmente, com este cenário político, é melhor assim. Tem que rir muito no dia a dia. O brasileiro tem este amor pela vida, coisa que não sinto igual em nenhuma parte do mundo, e os brasileiros têm de sobra, esse senso de humor inigualável.

Quais suas referências artísticas no Brasil?
Como fui para os Estados Unidos aos sete anos, minha única referência foi a Xuxa, era o que eu assistia na época. Agora no exterior, a Meryl Streep é a minha referência. Para mim ela é uma deusa. Se eu chegar aos pés dela em termo de talento, estou super feliz. Procuro fazer coisas diferentes, vejo que me falta ainda fazer filme de época, uma coisa bem estruturada, já que meu treinamento todo nos EUA foi para isso, mas até agora não consegui fazer. Gosto de papéis fortes, interessantes, independentemente de ser vilã ou boazinha. Já fiz uma alienígena, acho interessante coisas que não são esperadas.

Você se sente confortável em fazer cenas de nudez? No primeiro filme tiveram muitas...
Escapei das cenas de nudez desta vez. Para mim não tem essas cenas no segundo filme. A forma que lido é diferente de um filme para outro e depende do projeto, do diretor, e do ator que contraceno. No "Deadpool" sempre fiquei confortável porque tinha uma coisa de brincadeira nas cenas, tudo feito com muito senso de humor. Me deixaram confortável desde o início. Mas ainda acho difícil fazer algumas vezes, fico encabulada. Quando estou com alguém profissional, como Ryan, facilita. Tem vezes que não acho que seja o tempo certo para fazer essas cenas, por não conseguir fazer naquele momento. Daí não faço. 
 
Se sentiu mais pressionada ao gravar a continuidade do filme depois do sucesso do primeiro? 
Nem um pouco! Deixa isso para os produtores, diretores... fui e fiz o meu trabalho bem feito. Isso que me importa.

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