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Lucy Hale diz que foi uma criança esquisita e sonhava fazer uma detetive

Famosa por 'Pretty Little Liars', atriz estrela nova série policial britânica

Lucy Hale Instagram/lucyhale

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Sarah Bahr
The New York Times

Para a maioria das crianças, se elas tentam surrupiar alguma coisa quando seus pais não estão olhando, o alvo é geralmente um doce ou barra de chocolate. No caso de Lucy Hale, 32, eram os livros de enfermagem de sua mãe.

"Quando eu era pequena, o que me atraía eram as coisas sombrias da vida", disse Hale, que estrela "Ragdoll", uma série policial britânica que estreou nos Estados Unidos no dia 11 de novembro no serviço AMC+ —ainda não já previsão de quando a produção chega ao Brasil.

"Minha mãe estava estudando enfermagem e eu roubava os livros de enfermagem dela porque queria me informar sobre doenças e enfermidades. Eu era uma criança muito esquisita".

Ainda que seja mais conhecida por dramas adolescentes como "Pretty Little Liars" e por "Katy Keene", uma série derivada de "Riverdale" que saiu do ar em pouco tempo, sua nova incursão ao macabro a vê estrelando como uma detetive americana recentemente recrutada –Lake Edmunds– cuja missão é rastrear um assassino serial em Londres que costura partes desmembradas dos corpos de suas vítimas e cria uma espécie de escultura grotesca chamada "Ragdoll" [boneca de trapos]. A série de seis episódios tem por base um romance de Daniel Cole publicado em 2017.

"Nunca interpretei uma detetive", ela disse. "Mas já tinha escrito nos meus diários que queria interpretar uma personagem assim, e por isso o papel certamente me pareceu natural". Falando por Zoom de sua casa em Los Angeles, Hale revelou sua admiração por Lucille Ball e pelo programa "Forensic Files", e explicou porque Graceland é o seu lugar feliz. Abaixo, trechos editados da conversa.

1. "Grease - Nos Tempos da Brilhantina"

Todo mundo sempre me pergunta quando comecei a querer ser atriz. E tudo começou na sala de estar da minha avó. Ela passou "Grease - Nos Tempos da Brilhantina" para mim pela primeira vez quando eu tinha seis ou sete anos e fiquei hipnotizada. Já devo ter visto o filme umas 100 vezes, e mesmo como adulta ainda gosto dele do jeito que gostava quando criança –a música, a química entre Olivia Newton-John e John Travolta, os cabelos e maquiagem. Há um boato de que vai ser refilmado –vou tentar manter a mente aberta, mas o filme é tão clássico.

2. O app Pattern

Ouvi falar dele pela primeira vez dois anos atrás quando Channing Tatum postou a respeito no Instagram, e agora ele é o app que mais uso no meu telefone. Você digita a cidade onde nasceu, seu nome, seu dia, ano e horário de nascimento. E o app calcula um mapa de nascimento que é quase uma leitura de personalidade. É o mais preciso que já li. Se você está saindo com uma pessoa nova, insira as informações sobre ela e compare as semelhanças e diferenças entre vocês. O app também envia lembretes. Verifiquei o meu logo de manhã e fui informada de que me identifico com a pessoa que se doa em relacionamentos e me identifico com o papel de provedora. E por isso meu lembrete hoje é de que preciso sempre pensar em mim mesma.

3. O mercado de pulgas do Rose Bowl

Imagine o Rose Bowl, mas cheio de gente carregando malas e pronta para comprar e vender produtos "vintage". É incrível e acontece no segundo domingo de cada mês no Rose Bowl Stadium, em Pasadena. Você precisa chegar às 6h ou 7h se quiser lugar para estacionar. Há centenas de vendedores; a seção de roupas é dividida por eras e há um vendedor maravilhoso que tem as joias de turquesa mais lindas que já vi. É preciso dedicar o dia todo a uma visita. Você precisa ter paciência e fuçar bastante.

4. "Jagged Little Pill", de Alanis Morissette

Foi o primeiro disco que comprei com meu dinheiro. Vi a capa pela primeira vez quando era criança, aquele vermelho, azul e verde vívido, com o cabelo dela voando para todo lado. Eu tinha só sete anos e não era capaz de entender a angústia. Mas colocava o CD em meu aparelho de som e amava o tom de sua voz –a honestidade, a paixão.

5. Reprises de "I Love Lucy"

Nunca mais vai surgir alguém como Lucille Ball. Ela era ruidosa, ousada, não tinha medo de fazer caretas insanas, de humor físico, de ser estranha e excêntrica. Naquela época, as artistas mulheres não agiam como ela –Lucille é um gênio da comédia, realmente. E ela e Ethel são uma de minhas duplas favoritas de todos os tempos; gosto tanto delas que dei à minha cadela o nome de Ethel. Com isso, somos Lucy e Ethel. (Mas meu nome na verdade vem de uma de minhas avós.)

6. Ikoyi

É um restaurante de inspiração africana em Londres, e no ano passado foi selecionado como um dos 50 melhores restaurantes do mundo. Conheço o lugar porque o chefe de cozinha, Jeremy (Chan), é irmão de um amigo. Fui ao restaurante pela primeira vez um mês atrás e foi sem dúvida a maior experiência culinária da minha vida. Sempre fico impressionada com pessoas capazes de imaginar que tal coisa ficaria bem com tal outra em uma receita. Um dos pratos era um peixe sobre um leito de favas de baunilha. E um outro vem acompanhado por uma pasta que ele disse ter sido inspirada pelo Warheads, um doce britânico. Todos aqueles sabores exóticos, mas todos funcionando bem juntos, e a apresentação é uma verdadeira obra de arte.

7. Frances Berry

Frances Berry é uma pintora extraordinária, de Memphis, a minha cidade. Muitos de seus quadros são lindos corpos femininos com cores estranhas e listras e diferentes texturas. Mas ela também pinta quadros bacanas de arte pop –ela pintou um Elvis Presley sob encomenda para mim. Boa parte do trabalho dela é feminista e apoia as mulheres. Ela pinta quadros baseados em dizeres, por exemplo "Fumando Nua", uma forma feminina com um cigarro na mão. Ela é muito cool. Usa patins quando pinta seus quadros.

8. Graceland

Meu avô era grande fã de Elvis Presley, e você sente que tipo de pessoa ele era ao caminhar pela casa. Há uma sala com dez televisores, porque ele gostava de assistir coisas diferentes ao mesmo tempo, e há a sala dos animais com todas as paredes, piso e mobília decorados com estampas animais. É bem cafona, da melhor maneira, completamente anos 70.

9. "Forensic Files"

Eu estava surfando pelos canais de TV mais de dez anos atrás e de repente ouvi aquela música sinistra –a música tema de "Forensic Files". Adoro o programa porque não é roteirizado e mostra como os detetives encontram pessoas que fazem coisas horríveis aos outros. Há centenas de episódios e é sempre possível encontrar "Forensic Files" em qualquer canal na TV noturna. Pode parecer estranho, mas é um programa que me reconforta.

10. Parque Nacional de Yosemite

É para lá que eu vou quando sinto a necessidade de me afastar de tudo. Fica cinco ou seis horas ao norte de Los Angeles e, nos dois últimos anos, fiz diversas viagens de trilha solo por lá. Você olha aquelas cachoeiras e aquelas montanhas, aquelas encostas, e parece verdadeiramente um quadro.

Traduzido originalmente do inglês por Paulo Migliacci

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