Cinema e Séries

'Eu Sou Mais Eu' estreia nos cinemas com Kéfera: 'filme foi gatilho para eu mudar meu visual'

Atriz e youtuber diz que história a fez rever questões com sua autoestima

Cenas do filme 'Eu Sou Mais Eu', uma comédia com Kéfera Buchmann, Giovanna Lancellotti, João Côrtes mais, direção de Pedro Amorim
Cenas do filme 'Eu Sou Mais Eu', uma comédia com Kéfera Buchmann, Giovanna Lancellotti, João Côrtes mais, direção de Pedro Amorim - Catarina Sousa/Divulgação
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São Paulo

“Esse filme mudou totalmente a minha vida”, afirma Kéfera Buchmann, 25, sobre "Eu Sou Mais Eu", que  estreia na próxima quinta-feira (24) nos cinemas. O filme que fala de bullying e autoestima ajudou a atriz e youtuber dar mais um passo na trilha da autoestima, mesmo sendo ela uma das representantes contra o bullying. 

No longa com João Cortês e Gionna Lancelotti, Kéfera vive Camila. Ela é uma cantora famosa na televisão e na internet e trata mal todo mundo que passa pela sua vida. Tudo muda quando uma fã obcecada, com pegada de fada madrinha, a transporta magicamente para o passado.

Camila, então, acorda 15 anos atrás, na adolescência, quando sofria bullying na escola ao lado do também tímido, Cabeça (João Côrtes). A rainha dos maus-tratos é Drica (Giovanna Lancelotti). A ordem da tal fada é que ela “seja ela mesma”. Como de costume nos filmes, a personagem demora a entender a mensagem e, claro, resolve se vingar dos coleguinhas.

“Esse filme realmente mudou a minha vida porque foi um gatilho para eu mudar totalmente o meu visual. Meu cabelo só está assim hoje por causa desse filme. Quando eu fazia a Camila considerada esquisita, eu me sentia confortável com aquela peruca. Quando eu me arrumava com a versão Camila bonitona que deu certo _que é como eu sempre me arrumei para sair_ eu me sentia mal”, conta Kéfera.

A youtuber também fez um vídeo sobre isso e conta que sofreu muito por ver o cabelo liso e padronizado de suas colegas. “Se eu tivesse visto ou trabalhado em um filme como esse antes, eu jamais teria feito a minha primeira progressiva”, revela a atriz.

O ator que interpreta Cabeça, que sofre como ela no filme, faz o mesmo retrato de seus tempos na escola. “Sofri muito, chegavam a me arrastar no chão porque o meu apelido era fósforo”, diz o ator que é ruivo. Kéfera conta que cresceu acima do peso, e isso era outro motivo para ela se transformar em alvo. “Chutavam a minha lancheira do segundo andar para eu ficar sem comida”, lembra ela.

Um certo acerto de contas dela até sobressaiu das telas. Kéfera encontrou recentemente com colegas de classe que a maltrataram, e ainda pediu que uma cena fosse relacionada a uma das situações que ela passou. “Sofri bullying até no teatro. Foi um dia que eu estava supernervosa e muita coisa já tinha dado errado. Fui voltar para o palco, e se virou de costas em cena e fez o gesto de uma lágrima caindo”, lembra Kéfera.

"Se a gente conseguir que os adolescentes tenham um pouco dessa mudança é um golaço”, afirma o diretor do longa Pedro Amorim.

DE YOUTUBER A ATRIZ 

Conhecida como youtuber, Kéfera Buchamm, 25, conta que sempre quis ser atriz e usou a internet como forma de conquistar contatos. Demorou, mas deu certo. Com passagens pelo teatro, TV e cinema, a jovem explica que está realizando seu sonho. “Eu comecei na internet aos 17 anos como forma de mostrar a minha imagem. No fim, conquistei milhões de seguidores, mas não me viam como atriz, ninguém me ligava”, conta Kéfera.

Quando conseguiu os primeiros testes, ela já provou que poderia ser mais do que uma celebridade da internet. Por isso já protagonizou de cara o longa “É Fada” (2016).

Seus papeis ainda ainda são um pouco relacionados à sua persona na internet. Na novela das seis, “Espelho da Vida” ela interpreta uma jovem famosa, e o cinema repetiu um pouco desses personagens.  “Com o tempo, isso vai se quebrar”, afirma a atriz. "Conforme vou mostrando meu trabalho, isso começa a ser descontraído na cabeça de produtores e diretores que entendem: ‘ah, ela atua mesmo, posso chamá-la para outras coisas”, afirma a atriz.

UM PASSADO NEM TÃO DISTANTE

Filmes que fazem um retrato ao passado costumam mostrar uma década totalmente diferente, com mudanças radicais na moda, nas músicas e costumes. O diferente do longa “Eu Sou Mais Eu” é mostrar 15 anos atrás em um tempo que as coisas não mudaram tanto.

Quando a personagem Camila (Kéfera Buchamann) volta para 2004, ela precisa lidar com internet discada, um celular que só serve para fazer ligações e mandar SMS e um discman que já está falhando. “É difícil ter um filme que fala de passado com a diferença de apenas 15 anos, o que não parece nada distante para quem já era adulto na época. Para eles [os adolescentes], é dizer que são uns 15 modelos de iPhone atrás”, brinca o produtor Marcus Baldini, produtor do filme com Lara Guaranys.

“Essa geração vive uma a sucessão de acontecimentos tão rápida, são todas as novidades que dá a impressão de que 2004 é um passado completamente distante”.

A própria atriz Giovanna Lancellottti, de 25 anos, sentiu essa diferença de outra forma. “Vejo que a adolescência de hoje já é outro rolê, nada a ver com que a gente viveu”, brinca a atriz. “Minha irmã tem 15 anos e eu só aprendo com ela, ela já vem vem com muita informação nova. No fillme que fiz com a Klara Castanho, a Mel Maia e a Maisa Silva eu só ficava parada ouvindo elas conversarem”, conta a atriz, que fez o filme “Tudo por um Pop Star”, no ano passado.

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