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Celebridades

Seu Jorge diz que não ouviu ofensas racistas no show em Porto Alegre

Em depoimento, músico contou à delegada Andrea Mattos que usava fones e só soube da violência pelas redes

Em foto colorida, homem de terno azul marinho senta em um banco e faz pose para foto
Seu Jorge: novas testemunhas serão ouvidas - Reprodução/Instagram
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Rio de Janeiro

Seu Jorge já depôs no inquérito que investiga o caso de racismo durante um show no Clube Grêmio Naútico União (GNU), em Porto Alegre, no dia 14 de outubro. O depoimento aconteceu por videoconferência nesta terça-feira (25) e a delegada Andrea Mattos, da Delegacia de Combate à Intolerância, precisou aguardar a assinatura do documento para divulgar o teor da declaração do cantor.

Em conversa com F5, a delegada revelou que Seu Jorge contou não ter ouvido as ofensas racistas por conta dos fones de retorno que usa durante os shows. Mas escutou as vaias, não entendeu o motivo, e por isso, decidiu não voltar ao palco para o bis.

Segundo Andrea Mattos, o cantor afirmou que só soube dos ataques pelas redes sociais. "Ele lamentou o episódio e revelou ter ficado triste. Mas, também estava feliz em saber que os órgãos públicos estão dando encaminhamento ao processo".

Ainda de acordo com a delegada, Seu Jorge defendeu os gaúchos e disse que sempre teve muito carinho pelo estado. "Ele lamentou mesmo a questão do racismo no Brasil. Disse que é uma situação difícil de lidar ainda nos dias de hoje", comentou.

Andrea disse que não pretende convocar o cantor para depor novamente, mas outras pessoas serão chamadas. Ela diz entender que houve racismo, mas como autoridade policial, precisa de mais provas e informações.

"Talvez o mais importante seja deixar o inquérito muito robusto para que a gente comprove a materialidade, a gente comprove que ocorreram ofensas racistas e aguardar o desdobramento em outras esferas, especialmente na área cível."

Até agora a polícia já ouviu sete pessoas: quatro ligadas ao clube ou contratadas pelo União, e três testemunhas. A delegada diz que o presidente do GNU, Paulo Bing, o chefe de eventos do clube, o responsável pela empresa contratada para realizar o show e a assistente de camarim afirmaram que só ouviram vaias e xingamentos.

No entanto, as ofensas estariam ligadas a um sinal feito pelo cantor indicando apoio a um dos candidatos a presidente da República. Das testemunhas ouvidas, duas ainda afirmaram ter escutado sons de pessoas imitando macaco, sendo apenas uma delas dizendo que ouviu a palavra "negro". Outras duas testemunhas intimadas vão ser ouvidas na próxima semana.

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