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Celebridades

Seu Jorge é convidado a depor após sofrer racismo em show no RS

Delegada mandou parte das imagens para a perícia

Seu Jorge
Seu Jorge - John MacDougall/AFP
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São Paulo

O cantor Seu Jorge foi convidado a depor nesta semana na Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância, em Porto Alegre, como vítima direta do ataque racista que sofreu durante show realizado em Porto Alegre, na em 14 de outubro. Ao menos dez pessoas que trabalharam no dia do show também serão ouvidas como testemunhas.

A delegada Andréa Mattos afirmou que acha muito difícil identificar as pessoas que fizeram os ataques ao cantor no meio de cerca de 700 pessoas. "As câmeras não dizem muito porque havia uma confusão de sons. Por isso, mandei parte do material para a perícia", disse a delegada.

Andréa explicou que instaurou um procedimento policial de ofício, o que significa que a investigação vai ser feita mesmo sem a vítima registrar boletim de ocorrência porque o crime é contra a coletividade. "Nós temos nesse caso uma vítima direta que seria o cantor ou mesmo daqui a pouco um membro da banda", disse a delegada.

Antes de Seu Jorge, a delegada ouviu Paulo José Kolberg Bing, o presidente do clube Grêmio Náutico União, tradicional clube gaúcho e local onde ocorreu a apresentação. Em áudio vazado nas redes sociais, Bing criticou a roupa do cantor e que ele fez o "L" de Lula –posicionamentos políticos eram proibidos no show.

Seu Jorge classificou os comentários de Bing, em entrevista ao Fantástico, futilidades e que o importante era a mensagem que estava passando. "Quando aparecem brancos que dizem que não concordam com o racismo, acho que estamos fazendo um certo progresso."

O cantor explicou que os ataques no show começaram após ele falar sobre a redução da maioridade penal. Ele contou que ouviu vaias e xingamentos quando estava atrás do palco esperando para voltar para o "famoso bis". Mesmo assim, ele retornou sozinho ao palco de maneira respeitosa para agradecer a todos.

Questionado pela repórter se os ataques foram motivados por política, o cantor desabafou que não existe justificativa para o racismo. "Estamos tratando de uma violência que não cabe mais no Brasil. A justificativa para o racismo não existe, assim como o racismo não deveria existir", enfatizou.

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