Celebridades

Mel Lisboa se prepara para novela e diz que 'ser humano só existe com arte'

Atriz fará vilã na novela 'Cara e Coragem', na faixa das 19h da Globo

Mel Lisboa

A atriz Mel Lisboa Divulgação

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São Paulo

Entre a família e a faculdade, a atriz e produtora Mel Lisboa, 39, se divide também com novos projetos no teatro e na televisão e prepara um programa no YouTube, no canal da produtora Polo Cultural. Além disso, ela está no elenco de “Cara e Coragem”, novela inédita da Globo para a faixa das 19h, no papel de uma vilã.

Animada para voltar à televisão, a atriz se diz ansiosa para o início das gravações. "Eu sei que, quando começarem [as gravações], as coisas vão estar melhores para todo mundo", diz ela sobre a pandemia. ​

A previsão é que a novela vá ao ar em 2022. Escrita por Claudia Souto --autora também de "Pega Pega" (2017), atualmente em reprise--, o novo folhetim falará sobre dublês de ação.

Enquanto isso, Mel Lisboa direciona o foco para seu programa de entrevistas no YouTube, intitulado Arte Talk Show e que estreia no dia 31 de agosto, às 21h.

Em quatro episódios, que serão lançados todas as terças, a atriz vai receber artistas e trabalhadores da cultura, que poderão debater sobre arte no Brasil em um momento em que a produção cultural é atacada no país.

O primeiro episódio tratará sobre cinema. Os convidados são o diretor Matias Mariani ("Cidade Pássaro") e a roteirista, produtora e cineasta Viviane Ferreira ("Um Dia com Jerusa"), que também é advogada especializada em direitos autorais e ativista do movimento negro. Os encontros seguintes falarão sobre artes plásticas, literatura e música.

“O ser humano só existe porque há a arte. É uma condição da existência humana", diz a atriz. “Infelizmente há um plano de sucateamento de tudo isso”, lamenta. “O mundo seria insuportável se não tivesse arte. A arte e a cultura são instrumentos para desenvolver uma sociedade.”

Como pessoa pública, ela considera importante tratar de assuntos que julga relevante. “Eu não consigo passar por situações igual a que estamos passando hoje politicamente no país, inclusive questões sanitárias, e não falar”, diz. "Ficaria muito constrangida de me calar diante de alguns absurdos”.

Mel Lisboa, que recentemente atuou no podcast ficcional “Paciente 63” (Spotify) ao lado do cantor e ator Seu Jorge, tem outros projetos na dramaturgia. A atriz conta que, durante o isolamento, precisou aprender a fazer arte de um jeito diferente.

Lançou, por exemplo, a experiência cênica online “Madame Blavatsky" --que ela se recusa a chamar de teatro, pois foi transmitido pela internet-- e ensaia para “Ladainha Para um Defunto Morto”, nos mesmos moldes, que deve começar a gravar em setembro.

“Foi uma alternativa interessante, porque tínhamos muita tecnologia à disposição, então por que não usá-las?”, diz. Também em setembro ela estará de volta ao espetáculo “Dogville”, adaptação para os palcos do filme homônimo de Lars von Trier, que será transmitido diretamente do teatro, ainda sem público. Além disso, Mel Lisboa diz estar envolvida em dois filmes --um deles intitulado “Atena”, que já foi gravado.

Em meio aos projetos da carreira, a atriz ainda divide sua energia com a faculdade de Letras. “Vou tentando conciliar, mas sempre quero fazer bem as coisas, não é de qualquer jeito”, diz ela, revelando uma “ambição tranquila” de seguir na vida acadêmica. “Gosto muito de estudar. Acabei optando por Letras porque pensei que seria bacana fazer um curso que dialogasse com a minha profissão.”

"PRESENÇA DE ANITA"

Mel Lisboa ficou conhecida por seu papel como protagonista da minissérie “Presença de Anita” (2001), da Globo, hoje disponível no catálogo do Globoplay. “Acho bonito de ver 20 anos depois o marco que foi essa série, e eu tenho orgulho de ter feito parte dela”, diz.

Ela lembra que o projeto marcou a teledramaturgia brasileira que até inspirou a cantora Anitta a escolher seu nome artístico. “Marcou tanto que uma artista decidiu escolher esse nome para ela, hoje uma artista tão importante para o nosso país."

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A minissérie "Presença de Anita" estreou em 2001, não em 1991. O texto foi corrigido.​

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