Celebridades

Produtor de Hollywood é preso por suspeita de fraudar fundo de ajuda à pandemia

William Sadleir pode ser condenado a mais de 80 anos de prisão

Letreiro de Hollywood - Robyn Beck - 21.set.11/ France Presse
Los Angeles

Um ex-chefe de uma produtora de filmes foi preso nesta sexta-feira (22) em Los Angeles por seu suposto envolvimento em uma fraude de US$ 30 milhões (R$ 167 mi) relacionada a um fundo criado para ajudar empresas durante a pandemia.

William Sadleir, 66, foi detido por agentes federais do FBI e outras forças policiais depois de ser acusado pela justiça da Califórnia e de Nova York.

O Ministério Público de Los Angeles defende que Sadleir —diretor da distribuidora independente de filmes Aviron Pictures— solicitou empréstimos de US$ 1,7 milhão (R$ 9,5 mi) usando um fundo criado a partir da crise do novo coronavírus.

Sadleir supostamente mentiu nas solicitações dizendo ser acionário da Aviron. "Imediatamente após o recebimento do valor, uma quantia significativa foi desviada para as contas pessoais da Sadleir e usada para despesas pessoais", afirmou a queixa.

Parte do dinheiro foi usado para pagar os cartões de crédito American Express dele e de sua esposa, assim como para pagar parcelas do automóvel, segundo o documento.

Em outra denúncia apresentada em Nova York, ele é acusado de participar de vários planos fraudulentos relacionados a investimentos na Aviron Pictures e afiliadas.

Os promotores acusaram Sadlier de transferir ilegalmente US$ 25 milhões (R$ 139 mi) em fundos da Aviron e usar US$ 14 milhões (R$ 78 mi) do total para comprar uma residência em Beverly Hills.

"Ele passou a se passar por um funcionário de uma falsa empresa com suposta sede em Nova York, que ele criou para exercer sua atividade ilegal", disse William Sweeney Jr, vice-diretor do FBI em Nova York.

Sadlier, que fundou a Aviron, foi demitido do cargo de alto executivo na empresa no final do último ano. Se condenado pelas quatro acusações de fraude na Califórnia, Sadlier cumprirá 82 anos de prisão.

As acusações de Nova York —duas de fraude eletrônica e uma de falsidade ideológica— representam outros 42 anos atrás das grades.

AFP
Final do conteúdo

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem