Celebridades

Liam Neeson diz se envergonhar de ter desejado matar um homem negro

Em entrevista a jornal, ator afirma que já quis se vingar de homem que estuprou conhecida

O ator Liam Neeson durante a estreia de "O Passageiro", em Nova York
O ator Liam Neeson durante a estreia de "O Passageiro", em Nova York - AFP
Londres

O ator britânico Liam Neeson confessou ao The Independent ter sido dominado pela vontade de matar um homem negro para se vingar de uma amiga vítima de estupro, e disse que se sente profundamente arrependido por isso.

A entrevista ao site do jornal visava promover o filme "Vingança a Sangue Frio", no qual o ator de 66 anos encarna um pai que decide se vingar da morte de seu filho nas mãos de um cartel de drogas.

Na entrevista, Neeson discutiu os detalhes psicológicos do filme e a fúria inerente à perda de uma pessoa próxima, mas subitamente mudou seu tom de voz para recordar sua própria experiência.

"Vou contar uma história real", ele disse. O ator narrou que, em uma ocasião, quando voltou do exterior, descobriu que uma pessoa próxima --que ele não identificou-- havia sido vítima de estupro. "Eu perguntei se ela sabia quem fez isso, não. 'E de que cor era o responsável?' Ela disse que tinha sido uma pessoa negra".

"Tenho vergonha de dizer. Andava pelas ruas com uma barra de ferro, esperando alguém se aproximar. Eu fiz isso mais ou menos por uma semana, na esperança de que um 'bastardo negro' saísse de um pub para que eu confrontasse algo", lembrou.

"Como é possível que eu pudesse... (querer) matar?", perguntou. "É horrível, é realmente horrível, toda vez que penso que eu poderia ter feito isso", disse o famoso ator. Para Neeson, "a vingança leva apenas a mais vingança, mais morte".

Não é a primeira vez que Neeson surpreende com confissões durante uma entrevista. No ano passado, durante uma entrevista a uma rede de televisão irlandesa, ele confessou que participou "um pouco de uma caça às bruxas", depois das inúmeras acusações de assédio e agressão sexual que abalaram a indústria cinematográfica.

AFP
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