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Fani Pacheco foi obrigada a emagrecer 15 kg após descobrir síndrome metabólica

Participante do BBB 7 se tornou modelo plus size e mantinha um canal sobre auto estima

Fani Pacheco
Fani Pacheco - Folhapress

São Paulo

Fani Pacheco, 36, se popularizou nas redes sociais como modelo plus size. Mas, ao chegar aos 85 kg, a youtuber precisou repensar sua rotina e mudar alguns hábitos de vida após descobrir que sofria com síndrome metabólica.

A doença é um conjunto de condições que aumentam os riscos de diabetes, acidente vascular cerebral e doenças cardíacas. Segundo a participante do BBB de 2007, o problema foi descoberto durante alguns exames de rotina. 

"Minha mãe tinha diabetes, então já tenho predisposição. Mas eu era muito convicta de que não teria nenhuma doença por causa do aumento de peso porque sempre fiz esporte", disse em entrevista à revista Quem. 


De 'sex symbol' a modelo plus size, Fani Pacheco participaria de novo de reality


estudante de medicina acrescentou que, embora estivesse acima do peso, tinha um alto percentual de massa magra (músculos) e não imaginava que seu corpo fosse desregular com o ganho de peso.  Os exames acusaram, no entanto, que Fani estava com resistência insulínica e estava prestes a desenvolver diabetes do tipo dois. 

Além disso, ela sofria com o fator genético, uma vez que sua mãe era diabética. Desde então, a modelo já emagreceu 15 kg.  Pacheco diz que os distúrbios alimentares começaram após a morte da sua mãe, em junho de 2014. 

Diz ter resistido ao luto na época e mergulhado no trabalho, até ter sua primeira crise de síndrome do pânico. "Mudei para o Rio porque estava me sentindo muito sozinha em São Paulo, ficava em hotel e tal. Só que ainda não sabia que era síndrome do pânico aqui no Rio também. Começava a chorar do nada. Até que ficou insuportável ir trabalhar e sair na rua. Não renovei o contrato."

Longe da televisão, Fani conta que começou a ter compulsão alimentar. E, embora malhasse e fizesse dieta a semana toda, comia muito aos finais de semana e acabava engordando o que tinha emagrecido. "Entrei num processo que nunca tinha entrado na vida (...) Não adiantava nada. E aí eu ficava numa frustração porque isso nunca tinha acontecido comigo."

Ela diz ter entrado em um efeito sanfona, quando alguém engorda e emagrece constantemente. Quando buscou ajuda médica, descobriu a depressão. "Já tinha uma predisposição, mas no caso era por causa do luto [da minha mãe]. O psiquiatra me disse que tinha que viver esse luto, que não era remédio que ia fazer a diferença." 

Pacheco afirma que abriu mão de se policiar com regimes e dietas e descontou sua angústia na comida —sua verdadeira vontade era morrer, conta ela. Com o peso extra, veio o medo de virar piada na mídia. Como resposta a um repórter, certa vez disse que seria modelo plus size. E foi o que fez. 

No entanto, ela diz que se incomodava com os baixos cachês e começou a se questionar. "Comecei a ver: ‘só porque engordei o meu nome deixou de valer?’ Foi aí que comecei a fazer um trabalho na terapia de aceitação em relação ao meu peso e comecei a brigar com isso. Por que não tinha o direito de ser gorda?"

Nesse cenário, ela criou seu canal no YouTube, onde narra sua vida e fala sobre aceitar o próprio corpo. "Foi uma época muito feliz. Comecei a recuperar a minha legitimidade, vi um propósito para mim de novo. Pelo menos estava ajudando as pessoas."

Com a descoberta da doença, Fani precisou rever seus hábitos alimentares e sua rotina. Desde o dia 5 janeiro está em dieta. A meta, segundo ela, é manter uma alimentação "90% saudável e 10% besteira." "Estava legal ser gordinha? Muito maneiro. Estava legal defender as gordinhas porque realmente elas sofrem bullying? Sim. Mas preciso cuidar de mim. E desenvolvi com a terapia o amor próprio, a motivação de vida por mim."

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