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Golfinho-robô pode acabar com cativeiros de animais em parques temáticos

Edge Innovations projetou o animal para um programa piloto educacional

Golfinho animatrônico construído por Edge Innovations é visto em um tanque dos EUA - via REUTERS
Nathan Frandino
Hayward (Califórnia)

Movimentando-se ao redor da piscina enquanto um grupo de nadadores se mantém na parte rasa, o golfinho se parece muito com aqueles que saltam por aros e fazem acrobacias em parques temáticos. Mas essa criatura marinha é um robô.

"Quando vi o golfinho pela primeira vez, pensei que poderia ser real", disse uma mulher que nadou com a animal controlado remotamente.

A Edge Innovations, uma empresa de engenharia dos Estados Unidos com uma divisão de animatrônicos e efeitos especiais na Califórnia, projetou o golfinho para um programa piloto educacional.

A companhia espera que os animatrônicos realistas usados ​​nos filmes de Hollywood possam, um dia, entreter multidões em parques temáticos, em vez de animais selvagens mantidos em cativeiro. Nadadores podiam mergulhar com grandes tubarões-brancos robóticos ou mesmo répteis que viviam nos mares da era jurássica há milhões de anos.

"Existem cerca de 3.000 golfinhos atualmente em cativeiro, sendo usados ​​para gerar vários bilhões de dólares apenas para experiências com golfinhos. E então, obviamente, há um interesse em amar e aprender sobre os golfinhos", disse o fundador e CEO da Edge Innovations, Walt Conti.

Animatrônicos podem atrair novamente a presença do público que se desinteressou por parques com animais vivos, disse Conti. Na sede da Edge, em Hayward, Califórnia, o golfinho animatrônico de 250 kg e 2,5 metros, com pele feita de silicone médico, encabeçou um programa para escolas em parceria com a TeachKind, parte da Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta, na sigla em inglês).

"A ideia desse piloto é realmente criar uma espécie de 'Vila Sésamo' debaixo d'água", disse Roger Holzberg, diretor criativo do programa animatrônico de Edge". "Esses personagens ensinaram a uma geração como se sentir sobre diferentes tipos de aspectos da humanidade de maneiras nunca antes imaginadas. E é isso que sonhamos com este projeto."

Reuters
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