Bichos

Leopardo negro raro é fotografado pela 1ª vez em mais de 100 anos

Espécie era animal 'místico' não visto há anos na África

Leopardo Negro
Leopardo Negro - Will Burrard-Lucas
 
São Paulo

Biólogos fotografaram no Quênia (África) imagens raras de um leopardo negro pela primeira vez no país desde 1909. Nick Pilford, um cientista do zoológico de San Diego, na Califórnia, disse que o clique foi feito após meses de observação.

A equipe do cientista havia colocado câmeras para rastrear a população de leopardos no condado de Laikipia, em 2018, após ouvirem relatos do animal ter sido visto no local.

"Nós intensificamos o número de câmeras na área em que os relatórios foram feitos", disse Pilford ao jornal americano  CNN na noite de terça-feira (12).  "Em alguns meses, fomos recompensados."

Os leopardos são animais descritos como "criticamente ameaçados de extinção" na International Union for Conservation of Nature's Red List of Threatened Species ("Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza").

A caça, perda de habitat, competição por presas e conflitos com fazendeiros são fatores que diminuiram drasticamente o número populacional da espécie. 

Pilford explica que a cor da pelagem do animal é resultado de uma mutação genética, e o oposto do albinismo. "Esse melanismo ocorre em cerca de 11% dos leopardos em todo o mundo, mas a maioria deles vive no sudeste da Ásia", diz. "Leopardos negros na África são extremamente raros e a última observação confirmada foi em 1909 na Etiópia."

O cientista, que faz parte de uma equipe do Zoológico de San Diego para monitora populações de leopardos e preservar a espécie, diz ter ficado impressionado com a coincidência da localização do animal, em referência ao filme "Pantera Negra" da Marvel, que estreou em 2018.

"Coincidentemente, nossas observações estão muito próximas de onde a fantasia do país da Marvel, Wakanda, está localizada", disse.

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