Bichos

Nova espécie de abelha é batizada em homenagem a Ronaldinho

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Um biólogo da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), apaixonado pelo Atlético Mineiro, resolveu fazer sua segunda homenagem ao clube do coração honrando também o novo craque do time.

Seu mais recente gol científico é a descoberta da espécie de abelha Eulaema quadragintanovem, ou 49, em latim - tal como a camisa que Ronaldinho veste no time de Belo Horizonte.

De futebolística a abelha propriamente dita não tem nada - ela vive longe dos grandes palcos do esporte, no interior do Ceará. O que falou mais alto para batizá-la em honra do craque foi mesmo a aposta dos autores da pesquisa de que a dobradinha Ronaldinho e Galo iria vingar.

"Estávamos com o artigo [descrevendo a nova espécie] pronto para submeter para uma revista científica na semana em que o Ronaldinho se desligou do Flamengo. Quando saiu essa notícia, eu apostei com meus colegas que o Alexandre Kalil [presidente do Atlético] iria contratá-lo. Dito e feito!", afirma André Nemésio, professor da UFU, que descreveu a nova espécie junto com Rafael Ferrari, mestrando da UFMG.

"Ou seja, nós submetemos o artigo para a revista com a homenagem ao Ronaldinho antes mesmo de ele estrear pelo Atlético."

Crédito: Divulgação Exemplar da abelha Eulaema quadragintanovem, ou 49, batizada em homenagem à camisa de Ronaldinho no Atlético Mineiro
Exemplar da abelha Eulaema quadragintanovem, ou 49, batizada em homenagem à camisa de Ronaldinho no Atlético Mineiro

Segundo Nemésio, a dupla quebrou a cabeça para escolher o nome científico do bichinho porque as formas latinizadas do nome do jogador, ronaldinhoi ou ronaldinhi, soavam muito mal.

"Além disso, a gente queria homenagear o Ronaldinho no Galo", diz - daí a opção pelo número da camisa, já que o jogador só usou a 49 no Atlético.

O pesquisador é reincidente, por assim dizer, já que em 2009 batizou outra espécie de abelha do mesmo gênero de E. atleticana. Ele afirma que o interesse na pesquisa que o nome futebolístico despertou também o estimulou a renovar a brincadeira.

Só a situação da nova espécie é que não é das mais divertidas. Até hoje, só dois exemplares foram encontrados, e eles são nativos dos chamados brejos de altitude, resquícios da mata atlântica em áreas mais úmidas e altas do interior nordestino. São áreas muito desmatadas e que, além disso, podem encolher ou sumir com a mudança climática.

"As abelhas euglossinas, grupo ao qual a E49 pertence, são típicas de ambientes florestais e são conhecidas pelo fato dos machos visitarem flores de orquídea e de outras plantas para coletar fragrâncias que, posteriormente, são utilizadas para atrair as fêmeas. No processo de coleta dessas fragrâncias, as abelhas promovem a polinização das plantas", conta Nemésio.

A descrição está na revista especializada "Zootaxa".

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