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'Se estivessem ali um policial e um traficante, eu iria socorrer o policial', diz Fátima Bernardes após enquete polêmica

Após a polêmica enquete sobre um hipotético dilema médico —atender um policial ferido ou um traficante em situação mais grave—, Fátima Bernardes recebeu em seu "Encontro" (Globo) desta terça (22) o major Ivan Blaz, porta-voz da Polícia Militar do Rio, para retomar o assunto. 

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A apresentadora se disse surpresa com a repercussão negativa do programa exibido na quinta (17) e fez questão de lembrar que não havia tomado partido na ocasião. Nesta manhã, porém, decidiu opinar abertamente. 

"Nas redes sociais, me perguntavam assim: 'se fossem seus filhos que estivessem no hospital, você preferiria que fosse atendido seu filho ou filha ou o traficante?'. Não precisa nem colocar a família, se estivessem ali um policial e um traficante, eu, Fátima, iria socorrer o policial, mas não sou médica, eu poderia fazer isso", disse lembrando que é filha de um militar. 

Os primeiros 18 minutos da atração foram dedicados ao esclarecimento da controvérsia. O major comparou a imagem que viralizou nas redes sociais —de um lado, em maior número, as pessoas que salvariam o traficante, mais gravemente ferido, e de outro os que optaram pelo policial— à crucificação de Jesus.

Enquete questionava quem deveria ser atendido primeiro, um policial ou um traficante mais gravemente ferido
Enquete questionava quem deveria ser atendido primeiro: um policial ou um traficante mais gravemente ferido - Reprodução

"A enquete tratava de um dilema específico da área média, um dilema que não é novidade e já foi tratado em diversas produções [...]. Contudo, quando a gente pega um pano de fundo de crise ética, moral, política e econômica no Brasil, e observa uma imagem fria, onde há policiais versus traficante e a maioria do público [votante] migra para o lado do traficante, remete a uma escolha que já foi feita há dois mil anos, quando a população escolheu Barrabás", afirmou.

O major disse ainda que cerca de "um milhão de agentes de segurança se sentiram ofendidos" com a imagem. Ele elencou problemas estruturais da segurança pública do país, citando baixos salários e carga horária excessiva. 

"Toda a minha solidariedade em relação a tudo isso, não só minha, tenho certeza que também de todo o público de bem. Só fiz questão de conversar com você sobre isso para deixar claro que em nenhum momento houve uma escolha do tráfico em detrimento do trabalho policial", falou Fátima. 


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