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TOP 5 - Nos seus 50 anos, relembre as piores novelas da história da Globo

27/04/2015 - 15h18

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DE SÃO PAULO

Sim, a gente é daquele tipo que adora estragar uma festa. Há dias a Globo não para de comemorar seu aniversário de 50 anos —com ótimas imagens de arquivo das suas novelas e programas mais antigos.

Mas a festa lembra um pouco aquela do centenário do Corinthians —bem no momento em que devia dar prova de sucesso, seu principal produto, a novela das 21h, não vai nada bem de audiência...

Mas enfim, ninguém chega aos 50 anos sem cometer uns tantos erros, e com a Globo não seria diferente. Vamos então relembrar, na minha opinião, as cinco piores novelas da emissora.

5ª - MALHAÇÃO (1995 -???)

Histórias quase sempre bobas, atores que ainda deviam estar amadurecendo nas aulas mas já estão na TV, Malhação é uma tentativa frustrada de atrair um jovem que não quer saber de novela, prefere a rapidez e a interatividade da internet. Para provar que a coisa é mesmo tosca, quem era a dona da academia, na primeira temporada, lá nos idos de 1995, quando eu ainda estava no colégio? Ela, Silvia Pfeiffer.

Não estaria na lista se tivesse sido uma novela curta. Mas como o martírio já dura vinte anos e não tem data pra acabar, merece.

malhação

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4ª - MANDALA (1987)

OK, você pode tirar uma boa novela do "Rei Lear" ou da "Megera Domada" de Shakespeare. Mas pegar a tragédia grega "Édipo Rei", de Sófocles, sobre um filho que se apaixona pela própria mãe sem saber quem ela é, e fazer dela uma novela passada no Rio provou ser uma péssima ideia. Vera Fischer ainda no auge da beleza, mas sem a intensidade necessária para Jocasta. Felipe Camargo insosso como Édipo.

E uma trama que se arrastava sem fim, piorada pelos longuíssimos rituais místicos do vilão Argemiro (Carlos Augusto Strazzer). Só se salvava a comédia do bicheiro Tony Carrado, o melhor papel em novelas de Nuno Leal Maia - mas que não tinha nada a ver com o resto da história.

(OK, posso estar exagerando... Talvez "Em Família", a última do Maneco, tenha sido até pior...)

4

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3 - EXPLODE CORAÇÃO (1995)

Glória Perez teve a espetacular ideia de misturar a nascente internet, que nem ela nem ninguém dominava direito na época, com o tradicional mundo dos ciganos.

Para sempre, "Explode Coração" será lembrada como a novela do Cigano Igor (Ricardo Macchi). Nunca a Globo escalou um ator tão ruim para viver um protagonista de novela das oito. Sua cara de parede foi motivo de piada durante os sete meses de novela. No último capítulo, o coitado mal tinha fala, para ainda manter alguma dignidade ao pobre povo cigano. Veja toda a intensidade dramática do moço nesta cena de churrascaria:

Explode

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2ª - OLHO NO OLHO (1993)

Pouco antes de "Malhação" nascer, a Globo tirou da cartola essa novela sobre uma guerra entre paranormais bons e ruins. Encabeçando o elenco, três grandes talentos que duelavam na canastrice: Nico Puig, Patrícia de Sabrit e Felipe Folgosi.

Folgosi vivia Aleph, o bom, que pra provar que era bom soltava raios azuis pelos olhos - além de ler os pensamentos das pessoas. Nico era Fred, que pra provar que era mau emitia raios vermelhos. Eles disputavam o amor da doce e insossa Cacau. Os efeitos especiais, mesmo pra época, eram de doer no olho.

Perdoai, X-Men, eles não tinham noção do que estavam fazendo.

xmen

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1 - MEU BEM, MEU MAL (1990)

Uma daquelas novelas de atmosfera kitsch e enredo cafona que não vale a pena ver de novo. O pior: o título entregava o grande mistério da novela. A poderosa Isadora Venturini (Silvia Pfeiffer, ruim de doer) odiava o executivo Ricardo Miranda (José Mayer). Isadora tinha um amante secreto que era revelado no meio da novela. Quem era ele? Ricardo Miranda, claro!

A novela era tão zicada que Lidia Brondi nunca mais quis fazer outra depois dessa. Só duas coisas se salvaram: o bordão "Divina Magda" que o apaixonado Guilherme Karan usava para elogiar Vera Zimermann e o histórico "Eu quero melão!", primeira frase dita pelo sequelado Dom Lázaro (Lima Duarte) depois de muitos capítulos mudo.

Novela

Thiago Stivaletti

Thiago Stivaletti é jornalista, crítico de cinema e noveleiro alucinado. Trabalhou no "TV Folha", o extinto caderno de TV da Folha, e na página de Televisão do UOL. Viciou-se em novela aos sete anos de idade, quando sua mãe professora ia trabalhar à noite e o deixava na frente da TV assistindo a uma das melhores novelas de todos os tempos, "Roque Santeiro". Desde então, não parou mais. Mesmo quando não acompanha diariamente uma novela, sabe por osmose todo o elenco e tudo o que está se passando.

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