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Raposa-do-ártico bate recorde da espécie ao viajar 3.500 km em apenas 76 dias

Ela saiu de uma ilha na Noruega e foi até o Canadá

A raposa andou em uma média de 46 km por dia
A raposa andou em uma média de 46 km por dia - Norwegian Polar Institute/Divulgação
São Paulo

Uma raposa-do-ártico fêmea chocou cientistas pela sua capacidade de viajar longas distâncias. Para ter certeza do ocorrido, estudiosos colocaram um aparelho GPS no animal e confirmaram: ela viajou mais de 3.500 quilômetros, da Noruega até o Canadá, em apenas 76 dias.

A jornada começou pela ilha de Svalbard, que fica entre a Noruega e o Polo Norte, até chegar a ilha de Ellesmere, no Canadá, segundo reportagem da CNN, que apurou informações publicadas no jornal Polar Research. 

Cientistas do Instituto Polar da Noruega afirmam que essa foi a maior distância já percorrida desta espécie. 

Para atingir tal façanha a raposa andou, em média, 46,3 km por dia sendo que ela fez 155 km em apenas um dos dias, enquanto cruzava um trecho de mar congelado na Groenlândia –sim, ela acelerou o passo por perceber que não havia pontos de refúgio na região. Esse é outro recorde da espécie, já que a viagem foi feita 1,4 vezes mais rápida do que qualquer raposa macho e adulta que os cientistas tenham registrado. 

Em alguns momentos, por 48 horas, ela reduziu o passo por causa de barreiras físicas, pelo mau tempo e para se alimentar.

A raposa deixou Spitsbergen no dia 26 de março de 2018 e chegou no Canadá dois meses depois. Não há mais informações do paradeiro da raposa, já que o transmissor parou de funcionar no dia 6 de fevereiro deste ano por causa das mudanças drásticas de temperatura. 

O Ártico está passando por mudanças relevantes e está aquecendo duas vezes mais rápido que a média global, o que provoca um derretimento maciço de gelo na área. A Rússia deve rebocar uma usina nuclear flutuante para a cidade portuária de Pevek, no Ártico, no próximo mês, como parte dos planos para expandir seus interesses na região. Esses planos geraram preocupações nos EUA, que também veem oportunidades econômicas à medida que o gelo do Ártico derrete.

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