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Museu de Israel deve recolher 'McJesus' após protestos violentos no país contra a escultura

O escultor Jani Leinonen exigiu que a exposição seja interrompida

Escultura do mascote do McDonald´s crucificado como Jesus Cristo no Museu de Haifa
Escultura do mascote do McDonald´s crucificado como Jesus Cristo no Museu de Haifa - Ammar Awad-15.jan.2019/Reuters

Rami Ayyub
Haifa (Israel)

Um museu de Israel planeja recolher uma escultura da mascote do McDonald´s crucificado como Jesus Cristo depois de protestos que uniram brevemente a minoria cristã do país, a populista ministra da Cultura e o artista pró-palestinos autor da obra.

A escultura em tamanho real do palhaço Ronald McDonald crucificado está no centro de uma mostra sobre consumismo e religião. Outras peças trazem as figuras de Jesus e da Virgem Maria caracterizadas como os bonecos Ken e Barbie.

Os protestos se tornaram violentos na sexta-feira. A polícia disse ter prendido um homem suspeito de agressão e afirmaram buscar duas outras pessoas que jogaram bombas incendiárias contra o Museu de Arte de Haifa.

Três policiais ficaram feridos quando dezenas de manifestantes tentaram forçar a entrada no museu, disse a polícia. Painéis de vidro na entrada do local foram quebrados. Os protestos continuaram no sábado.

“Me oponho a essa escultura degradante”, disse Nicola Abdo, morador de Haifa e manifestante. “Como uma pessoa cristã... me ofendo profundamente por como retrata nossos símbolos.”

A prefeita da cidade judaico-árabe de Haifa disse nesta quinta-feira (17) que a escultura seria retirada da exposição após consultas com líderes da igreja. "A escultura vai ser removida e devolvida assim que possível”, tuitou Einat Kalish. “Lamentamos a ofensa sofrida pela comunidade cristã... e a lesão física e violência em torno disso.”

Ela não disse quando a escultura seria retirada, mas a obra deve ser devolvida no fim do mês ao museu finlandês que a emprestou no ano passado. 

Árabes cristãos, que compõem cerca de 2% da população de maioria judaica no país, encontraram na ministra da Cultura, Miri Regev, uma das maiores representantes de sua revolta. Ela se tornou querida da direita israelense depois de censurar obras de arte pró palestinos.

O escultor do "McJesus", Jani Leinonen, da Finlândia, também exigiu que a exposição seja interrompida, uma vez que ele deseja boicotar Israel em solidariedade aos palestinos.

Reuters
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