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Guilherme de Pádua se torna pastor evangélico 25 anos após a morte de Daniella Perez

Guilherme de Pádua se torna pastor evangélico 15 anos após a morte de Daniella Perez
Guilherme de Pádua se torna pastor evangélico 15 anos após a morte de Daniella Perez - Reprodução/Facebook


Guilherme de Pádua, 48, se tornou pastor da igreja evangélica em Belo Horizonte, cidade onde reside. O ex-ator se converteu à religião em 2002, um ano depois de sair da prisão em que cumpria a pena pelo assassinato de Daniella Perez em 1992.

Formado em teologia ao lado da nova esposa, Juliana Lacerda, no final de novembro, Pádua foi nomeado pastor neste final de semana. Lacerda compartilhou as imagens em sua rede social.

"Enfim, agora Pastor Guilherme! Ele esperou mais que 15 anos para que esse dia chegasse, mas como nós dizemos, tudo no tempo do Senhor. Chegou o seu tempo meu amor", escreveu ela. 

No Instagram, Guilherme compartilhou a imagem de sua formatura. "Glória a Deus por mais esta benção. A palavra de Deus é sempre mais do que imaginávamos", escreveu ele. 

PASSADO

Em 1992, Pádua e a ex-mulher, Paula Thomaz, armaram uma emboscada para atriz Daniella Perez, filha de Glória Perez, e a mataram com tesouradas. O crime chocou o Brasil e o casal foi condenado por homicídio qualificado depois de cinco anos. 

O casal deveria cumprir a pena de 19 anos de prisão --que foi reduzida e extinta antes do previsto. Em 2006, em entrevista à Folha, Guilherme disse que, mesmo livre há sete anos, se sentia preso.

A atriz Daniella Perez e o ator Raul Gazolla, na década de 1990
A atriz Daniella Perez e o ator Raul Gazolla, na década de 1990 - Divulgação

"Continuo preso. Fui uma espécie de exemplo de justiça superexposto pela mídia, em um país repleto de impunidade. A verdade é que fiz bobagens, mas sou inofensivo, e por isso as pessoas não têm medo de me agredir na rua. Já chegaram a me cuspir no rosto, em um shopping", disse.

Além disso, deveriam indenizar a mãe da vítima em R$ 4,6 milhões pela publicação do livro "A História que o Brasil Desconhece", onde conta sua versão do assassinato. 


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