Você viu?

Homem que visitou 198 países do mundo conta experiência em livro e diz aonde não voltaria

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

O norueguês Gunnar Garfors é um viciado em viagens. Seu trabalho, como consultor de mídia e correspondente em um canal de TV, ajuda um pouquinho.

Aos 37 anos, Garfors se tornou o homem mais jovem do mundo a visitar todos os países (ou 198, em sua conta). A façanha, alcançada em 2013, transformou-se no livro "198: How I Ran Out of Countries" (Como eu fiquei sem países para visitar), que deve ser lançado também em português em breve.

"Não conseguia viver sem essas histórias, cheiros, gostos e ambientes. Quem precisa de carros e apartamentos de luxo ou roupas de marca quando pode ter as lembranças que eu tive?", conta em entrevista ao "F5".

Não bastasse a viagem por 198 países, Garfors também tem outros feitos inusitados: conheceu 19 países europeus em um só dia, com uma minuciosa combinação de carros alugados e voos previamente agendados; ao lado de um amigo (Adrain Lutterworth), também fez uma viagem por cinco continentes em um espaço de 28 horas e 25 minutos. Confira entrevista abaixo.



F5 - Qual foi a experiência mais esquisita de todas?

Gunnar Garfors: Viajar para um país e perceber que as pessoas nunca ouviram falar da Europa e do meu país, a Noruega, foi bem esquisito. Mas eu diria que conhecer a cratera chamada de "Porta para o Inferno", no Turquemenistão, foi incrível. É uma cratera cujo interior de chamas queimam gás que escapam de dentro da Terra, no meio do deserto. Nunca vi algo parecido.

Para qual país você não retornaria ou não recomendaria a ninguém?

Não há países para os quais eu não voltaria na realidade. Mas eu não recomendaria, claro, que pessoas visitem países em guerra ou em área de desastres. Eu confesso também que não sou fã de países que utilizam religiões para descriminar e controlar seu povos.

Quais foram os principais problemas durante sua volta ao mundo?

Eu quase tive uma briga com um homem que tinha uma enorme faca na Somália, mas um amigo local me defendeu e conseguiu acalmá-lo. Também fui deportado pela polícia da Nigéria, fui intoxicado gravemente por comida na Índia e tive que negociar minha entrada por lugares onde claramente eu não era bem-vindo.

Quais são suas memórias do Brasil?

Principalmente das pessoas e das paisagens. Eu visitei Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Guaratuba, Ilha do Mel e Florianópolis.

O que você diria que aprendeu com a experiência?

Você compreende que somos todos parecidos, independentemente das nossas vidas. Interessante ver também que como há pessoas muito mais sorridentes em lugares mais pobres da África, Ásia, América do Sul e Caribe que em países desenvolvidos com mais segurança e riqueza. Talvez os pertences não nos façam felizes na realidade.

Final do conteúdo
  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem

Últimas Notícias